A defesa de Felipe Vorcaro, primo do fundador do Banco Master, pediu nesta segunda-feira (21) que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, devolva parte das investigações ao ministro André Mendonça e revogue a prisão preventiva do investigado.
Segundo o Poder360, os advogados dizem que o inquérito usado para fundamentar a prisão não cita ministros do STF. Por isso, sustentam que o recorte deve voltar ao relator original.
Felipe Vorcaro é primo de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. A Polícia Federal pediu sua prisão por indícios de que ele atuaria para operacionalizar pagamentos mensais ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), conforme a reportagem.
O novo pedido entra no mesmo ambiente processual em que a TV Sim Brasil mostrou que Moraes virou relator de ação sobre visitas de Vorcaro ao Senado.
A diferença, agora, é que a defesa tenta separar o recorte de Felipe Vorcaro das frentes que envolvem ministros do Supremo.
O que a defesa pede?
O que a defesa pede é que Fachin libere o andamento da parte do caso que envolve Felipe Vorcaro e Ciro Nogueira. Os advogados também querem a revogação da preventiva, sob o argumento de que a prisão completou 90 dias sem reavaliação pelo relator.
“Não há nesses autos fato atribuído a ministro desta Corte”, diz trecho da petição reproduzido pelo Poder360. A defesa afirma que Fachin paralisou a análise de um pedido de revogação que estava sob Mendonça.
Fachin determinou em 12 de setembro que Mendonça encaminhasse à presidência remessas de investigações relacionadas ao Banco Master e a fraudes no INSS.
Segundo o Poder360, o ministro nega ter avocado o caso, expressão usada quando um magistrado toma para si a condução de um processo.
A disputa processual é sobre quem decide a prisão agora, não sobre o mérito final das suspeitas investigadas pela PF.
Como o caso se conecta ao Banco Master?
O caso se conecta ao Banco Master porque as investigações citadas por Fachin envolvem desdobramentos sobre o banco e fraudes no INSS. A TV Sim Brasil já explicou por que o rombo do Banco Master virou uma das maiores crises financeiras recentes do país.
A apuração também alcança outras frentes políticas. Em setembro, o portal mostrou que Wagner recusou senhas de celular à PF no caso Banco Master e que a PF achou lista com nomes na casa de Ciro Nogueira.
Nenhuma dessas apurações equivale a condenação. No pedido atual, a defesa tenta deslocar o foco para o controle judicial da prisão preventiva e para a competência de Mendonça, enquanto a PF sustenta que havia indícios para a medida.
O que acontece agora
O que acontece agora depende da decisão de Fachin sobre o pedido da defesa. Se ele entender que o recorte não deve ficar suspenso na presidência do STF, a análise da preventiva pode voltar a André Mendonça.
Até lá, a prisão preventiva de Felipe Vorcaro segue como ponto central do recurso. A defesa quer uma reavaliação imediata, enquanto a investigação continua sob disputa de competência dentro do Supremo.



































































































































