A Allos, maior administradora de shopping centers do Brasil, registrou lucro líquido de R$ 291 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 131% sobre o mesmo período de 2025. O resultado superou a previsão dos analistas, que esperavam R$ 195 milhões.
O Ebitda ajustado somou R$ 598 milhões, alta de 19%, com margem de 75,3%. O FFO, indicador que mede o fluxo de caixa das operações, somou R$ 385 milhões, 26,1% a mais que um ano antes.
De onde veio o resultado
Sem o efeito contábil da linearização de aluguéis, a receita líquida somou R$ 776,5 milhões, 18,2% a mais. As vendas totais dos lojistas nos shoppings do portfólio somaram R$ 10 bilhões no trimestre, com alta de 2,5% nas vendas mesmas lojas.
É um volume que mostra o shopping físico resistindo à migração para o comércio on-line, no mesmo semestre em que gigantes do varejo fecharam 1,1 mil lojas e cortaram 46 mil vagas pelo país.
A taxa de ocupação fechou em 95,2%, afetada pela devolução de 16 lojas por um lojista em recuperação judicial — movimento parecido com o que levou a Ri Happy a pedir recuperação extrajudicial para renegociar R$ 827 milhões em dívidas no mês passado.
Como a Allos se compara às concorrentes
O resultado da Allos acompanha a temporada de balanços do setor. A Multiplan, outra grande administradora de shoppings, teve lucro de R$ 383 milhões no mesmo trimestre, alta de 73%.
Publicidade
A Allos é o nome atual da empresa nascida da fusão entre Aliansce Sonae e brMalls, negociada na B3 sob o código ALOS3.
O que acontece agora
A empresa projeta dividendos e juros sobre capital próprio mensais entre R$ 0,28 e R$ 0,30 por ação ao longo de 2027, mantendo o patamar de distribuição já praticado em 2026.






























