O presidente Lula (PT) disse a aliados estar preocupado com a crise no Supremo Tribunal Federal (STF), durante carreata em Salvador nesta terça-feira (29), ao lado de sua chapa baiana. Segundo fontes ouvidas pelo Metrópoles, ele não citou nominalmente nenhum ministro da Corte.
Lula participou do ato ao lado dos candidatos ao Senado Jaques Wagner e Rui Costa, do candidato ao governo do estado Jerônimo Rodrigues, e do senador Otto Alencar (PSD).
O STF vive uma crise desde a revelação de mensagens que indicam suposto envolvimento de ministros da Corte com o banqueiro Daniel Vorcaro. As mensagens levaram ministros a desautorizar decisões de colegas por meio de decisões individuais nas últimas semanas.
O episódio mais recente envolveu os ministros André Mendonça, Flávio Dino e Luiz Fux, em decisão sobre postagens que atribuíam a Flávio Bolsonaro (PL) a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
O tema do STF não entrou no discurso de Lula no comício ao fim da carreata. Ele preferiu falar sobre a repercussão da frase em que disse que "mulheres aprendem a tomar toque desde pequenas".
Também rejeitou a possibilidade de voto casado em ACM Neto (União) para o governo baiano e em Flávio Bolsonaro para a Presidência.
A preocupação de Lula com o STF não é nova. Em entrevista à Rádio Tupi, ele defendeu uma reforma na forma de indicar ministros da Corte.
"Eu me preocupo, porque nós vamos ter que discutir como é que a gente vai consertar isso. Como a gente vai consertar a Suprema Corte? Eu agora quero rediscutir, é preciso ter uma reforma no Poder Judiciário. Mas, antes de fazer essa reforma, nós temos que resolver esse problema. Você tem cinco ministros ligados direta ou indiretamente", afirmou Lula à Rádio Tupi.
A fala liga a discussão sobre reforma do Judiciário à crise aberta pelo caso Vorcaro, sem apontar nomes. O caso já rendeu decisões cruzadas entre ministros nas últimas semanas.
Em setembro, um pedido de Vorcaro relacionado a uma causa de R$ 145 bilhões envolvendo o ministro Gilmar Mendes já havia sido negado.
O que acontece agora
Lula já havia dito, em setembro, que pretende discutir a reforma do Judiciário apenas em 2027, ao lado do ministro Fachin. Antes disso, segundo ele, é preciso resolver a crise atual entre os ministros.
























































































































































