Mensagens do celular de Daniel Vorcaro, obtidas pela Polícia Federal e enviadas ao Supremo Tribunal Federal, revelam contrato de R$ 427 milhões ligado à chamada “Turma do KN”, segundo a CNN Brasil. As iniciais seriam referência ao ministro Kassio Nunes Marques, que nega participação.
De acordo com a CNN, o repasse dependia de resultados favoráveis em ações de interesse do Banco Master que poderiam liberar R$ 8,5 bilhões em precatórios. O Estado de Minas informa que o contrato consta de material enviado pela PF ao STF.
A “turma”, conforme as mensagens descritas pela CNN, seria uma referência ao desembargador Newton Ramos e à esposa dele, a advogada Camilla Ramos. O contrato foi firmado com o escritório Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos Advocacia para atuação em 12 ações do setor sucroalcooleiro.
A acusação central não é de pagamento feito, mas de um contrato condicionado ao êxito das causas e associado, nas mensagens, ao nome de um ministro do STF. A leitura exige cautela porque o próprio Kassio contesta a relação apontada.
O que Kassio Nunes Marques respondeu?
Kassio Nunes Marques respondeu à CNN que a divulgação das mensagens é uma tentativa de criar narrativa para incriminá-lo. O ministro afirmou que o processo que julgou no STF não tem relação com ações sobre precatórios defendidas por Camilla Ramos, que estariam no STJ.
O ministro também disse que nunca autorizou ninguém a falar em seu nome e que não conversou nem trocou mensagens com Daniel Vorcaro. A manifestação é o principal contraponto público ao material atribuído pela PF ao celular do banqueiro.
A TV Sim já mostrou que o caso Vorcaro abriu disputa interna no tribunal quando Mendonça e Fux disseram à PF que não acessam o celular do banqueiro.
Por que o contrato importa?
O contrato importa porque os honorários previstos chegariam a R$ 427 milhões, valor equivalente a 5% líquidos sobre o que fosse recebido pelo banco, segundo a CNN. Os repasses deveriam ocorrer até cinco dias depois da obtenção dos ganhos nas ações.
Segundo o Estado de Minas, o HD com o contrato e as mensagens foi encaminhado em julho ao gabinete de André Mendonça, relator do caso. Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes exigiram acesso à íntegra do arquivo na semana passada.
Esse pano de fundo se soma à crise institucional já registrada no acervo da TV Sim. No domingo, Gilmar Mendes cobrou o TSE por partidarismo em meio à disputa envolvendo o STF.
O que acontece agora
O que acontece agora depende da análise do material pela PF, pelo relator e pelos ministros que pediram acesso integral ao arquivo. O Estado de Minas informa que Mendonça nega direcionamento na condução do caso.
O episódio chega em um momento de desgaste da Corte. Pesquisa Datafolha recente, já publicada pela TV Sim, mostrou o STF como instituição mais desconfiada do país, o que amplia o custo público de qualquer apuração sem transparência.




































































































































