O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu neste sábado (19) ao presidente do STF, Edson Fachin, o afastamento do procurador-geral Paulo Gonet, após a divulgação de uma foto dele com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Gonet diz que a imagem é de 2024.

A foto, com autenticidade já confirmada pela PGR, foi encontrada pela Polícia Federal no celular de Vorcaro. Os dois aparecem fumando charutos e com copos, comumente usados para tomar uísque, em registro feito em Londres.

A imagem foi enviada a Vorcaro pelo ex-advogado do banco, Ciro Soares, em junho de 2025, com a mensagem "PG mandou pra mim". Para Nikolas, esse envio mostra que a relação entre Gonet e o banqueiro se estendeu por 2025.

O deputado também cita anotação atribuída a Vorcaro, de outubro daquele ano, com a instrução de "fortalecer com Andrei e Paulo" para evitar problemas com quem investiga o caso. Os nomes seriam referência a Andrei Passos, diretor-geral da PF, e a Gonet.

O que diz Gonet

Segundo informações de O Globo, Gonet afirma que a foto é de 2024, quando o Banco Master patrocinou o 1º Fórum Jurídico – Brasil de Ideias. O mesmo evento levou Nikolas a pedir desculpas publicamente a Vorcaro.

Isso porque o deputado havia questionado, em postagens nas redes sociais, quem financiava o fórum, sem saber que o patrocinador era o banco do próprio Vorcaro, alvo de investigação da Polícia Federal.

O próprio Nikolas também falou com Vorcaro

Em áudio trocado com o banqueiro, Nikolas se desculpou pelo episódio: "eu não fazia ideia que era este o Banco do Dani etc. e tudo, se não, obviamente eu não teria postado", disse o deputado, encerrando com "um abração aí, Dani".

O caso Vorcaro já levou outras autoridades a se explicar. O ministro Alexandre de Moraes e o presidente da Corte, Luiz Fux, disseram à PF que não acessam o celular de Vorcaro, segundo apuração anterior sobre o mesmo inquérito.

Já o ministro Gilmar Mendes saiu em defesa de Gonet na crise recente que atinge o STF.

O que acontece agora

Nikolas pede que Fachin avalie o afastamento cautelar de Gonet e leve o caso ao plenário do STF. Não há prazo definido para uma decisão do presidente da Corte sobre o pedido do deputado.