O ministro do STF André Mendonça publicou, pela sua equipe, uma nota em que afirma ter sido alertado sobre as represálias que sofreria ao levar adiante dados da Polícia Federal sobre suposta ligação entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
A apuração é da CNN. As informações citadas por Mendonça tratam de um relatório que menciona mensagens de Vorcaro para um número de telefone atribuído a Moraes.
Além da nota oficial, Mendonça enviou pessoalmente uma mensagem por WhatsApp a jornalistas reforçando sua posição.
Na nota, classificou as ofensivas recebidas como “ataques pessoais, injustos, ofensivos e insultantes”. Disse não ter “nada a temer” e afirmou que seguirá cumprindo seu dever “com serenidade e responsabilidade”.
O que motivou a crise entre os ministros
O atrito gira em torno da condução do caso do Banco Master, sob relatoria de Mendonça, e expõe divergências entre ministros sobre transparência, sigilo processual e postura pública na Corte.
Mendonça e Gilmar Mendes se confrontaram publicamente depois que Gilmar chamou o colega de “pixuleco eleitoral” ao defender o procurador-geral Paulo Gonet, ex-sócio dele no IDP.
Mendonça rebateu, dizendo haver tentativa de constrangê-lo. Citou a Lei Orgânica da Magistratura Nacional, que veda a manifestação pública de juízes sobre processos em curso.
O clima também foi afetado por uma operação da PF contra o deputado Cezinha de Madureira, nome próximo a Mendonça, autorizada por Flávio Dino. A decisão de Dino expôs a oposição dele a Mendonça na sessão de terça-feira (15).
O que acontece agora
Edson Fachin determinou o cancelamento de uma sessão do STF, reflexo direto da crise interna na Corte. Mendonça e o ministro Luiz Fux já pediram à PF acesso à íntegra do celular de Vorcaro.
Segundo apuração da CNN, a disputa interna no tribunal segue intensa, com temor de que novas sessões resultem em episódios ainda mais acalorados entre os ministros.















































































































