A Receita Federal apreendeu 300 ampolas de medicamentos emagrecedores e anabolizantes na sexta-feira (6 de novembro), escondidas no filtro de ar de uma motocicleta de mototáxi, na Aduana da Ponte Internacional da Amizade, em Foz do Iguaçu (PR). Não houve prisão.
Os agentes encontraram os produtos em um fundo falso, local considerado inadequado para o armazenamento desse tipo de remédio. Em nota, a Receita informou que o caso foi encaminhado ao Ministério Público Federal.
Por que o contrabando de emagrecedores cresce
Dados da Receita Federal mostram que as apreensões de medicamentos emagrecedores na fronteira crescem rapidamente, enquanto o contrabando de cigarros cai. Especialistas atribuem a mudança ao maior lucro e à alta demanda por esses remédios no mercado nacional.
Em 2025 inteiro, foram apreendidos 24.994 emagrecedores, avaliados em R$ 6 milhões. Só no primeiro semestre de 2026, o número já soma 76.112 unidades, de R$ 19 milhões, mais que a média de todo o ano anterior.
Até pouco tempo, os emagrecedores eram tratados na mesma categoria de outros medicamentos irregulares nas estatísticas da Receita. O critério de registro mudou depois que a procura por esses remédios aumentou no país.
Como o crime se adaptou
Os números não repetem a mesma tendência dos cigarros, cujo contrabando perde força. As apreensões caíram de 27 milhões de unidades em 2025 para 11 milhões entre janeiro e julho de 2026. O crime organizado está migrando para remédios, considerados mais lucrativos.
Publicidade
O contrabando de canetas emagrecedoras já havia disparado 1.446% neste ano.
Especialistas atribuem o salto ao preço até 5 vezes menor no Paraguai em comparação com o Brasil.
A Anvisa já havia alertado que parte dessas canetas vendidas irregularmente contém retatrutida, substância sem registro no Brasil.






























