Dois homens armados roubaram cerca de R$ 300 mil de uma agência da Caixa Econômica Federal em São Bernardo do Campo (SP), na tarde da sexta-feira (6 de novembro). A dupla entrou pelo forro do teto, nos fundos do prédio, e rendeu um funcionário.

Os criminosos acessaram o imóvel por um terreno baldio vizinho. Criaram a abertura durante a madrugada, segundo o site DGABC. O chamado à Polícia Militar foi feito às 13h51.

Quando as equipes chegaram, com apoio do helicóptero Águia, o roubo já havia sido cometido. Os assaltantes ameaçaram o funcionário, que abastecia os caixas eletrônicos, e o obrigaram a abrir os cofres.

Não houve sequestro. A dupla fugiu pelo mesmo acesso usado para entrar, em um veículo cinza, aparentemente um Fiat Palio, segundo a Polícia Militar.

Equipes da PM, da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) e do 7º Distrito Policial de São Bernardo do Campo atenderam à ocorrência. O caso vai para a Polícia Federal, responsável pela perícia.

A Caixa Econômica Federal não confirmou o valor exato roubado; a imprensa local estimou a quantia entre R$ 300 mil e R$ 400 mil.

Em nota, o banco disse que "informações sobre eventos criminosos em suas unidades são repassadas exclusivamente às autoridades policiais" e que "coopera integralmente com as investigações dos órgãos competentes".

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Um padrão de assaltos no ABC paulista

O roubo em São Bernardo repete um padrão registrado na região desde 2022. O Grande ABC já teve invasão a uma agência do Bradesco em Mauá naquele ano, tentativa semelhante em Santo André em 2024 e furtos de equipamentos bancários em 2023 e 2024.

Muitos desses casos têm a mesma dinâmica. O acesso é feito por estruturas laterais ou pelo topo do prédio, como ocorreu em São Bernardo, segundo o DGABC.

Em São Paulo, não havia registro de roubo a banco neste ano até setembro, segundo a Secretaria da Segurança Pública. Em todo o ano passado, o estado teve 2 roubos do tipo.

Em Minas Gerais, um roubo parecido, de R$ 367 mil, terminou em condenação dos três autores, julgado em julho.

O que acontece agora

A Polícia Federal assume a perícia e investiga câmeras de segurança da região para identificar a dupla e o veículo usado na fuga. Os funcionários da agência prestaram depoimento à polícia para ajudar a reconstituir a dinâmica do crime.

Até a publicação, nenhum suspeito havia sido identificado ou preso.