O governo federal destinou R$ 46,3 milhões, na sexta-feira (6 de novembro), para criar uma rede nacional de data centers batizada de Prisma, que vai usar inteligência artificial para conectar centros de processamento de todo o país, com foco em estruturas no interior.
O financiamento é administrado pela Finep, com recursos do Funttel, e vai bancar o projeto por 36 meses. O desenvolvimento é do CPQD, centro de inovação em tecnologias de informação e comunicação sediado em Campinas (SP).
A plataforma vai usar inteligência artificial para distribuir automaticamente as tarefas de processamento entre os centros conectados, considerando eficiência energética e a capacidade disponível de cada unidade. Em caso de necessidade, poderá até transferir operações em andamento de um centro para outro.
Por que o interior é a prioridade
O foco em estruturas de pequeno porte no interior do país busca ampliar a infraestrutura digital em regiões que hoje recebem menos investimento no setor. A expectativa é reduzir o consumo de energia elétrica e a pegada de carbono dos data centers conectados.
Os setores estratégicos que devem ser beneficiados incluem saúde, defesa, segurança pública, educação e telecomunicações. O objetivo central é fortalecer a soberania digital do país, reduzindo a dependência de infraestrutura estrangeira.
O tema já era central no Fórum RNP deste ano, que reúne especialistas em infraestrutura de rede no país.
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O investimento em data centers no Brasil
O Prisma entra num momento de forte interesse por infraestrutura de dados no país. O Brasil pode atrair até US$ 60 bilhões por ano em data centers até 2050, segundo projeções do setor.
Outras iniciativas já receberam aporte público neste ano. A Magalu Cloud recebeu R$ 300 milhões do BNDES para expansão, em maio.
O que acontece agora
O projeto Prisma tem prazo de 36 meses a partir do anúncio da sexta-feira (6 de novembro) para entregar a rede de distribuição entre os data centers conectados.






























