O ex-banqueiro Daniel Vorcaro pediu ao STF o adiamento de dois depoimentos à Polícia Federal, marcados para 24 e 30 de setembro. A defesa alega não ter acesso integral às provas e pede ao menos dez dias úteis para analisar o material.
O pedido foi encaminhado na segunda-feira (21) ao presidente do STF, Edson Fachin, que mantém os processos do caso Master em seu gabinete.
"A Polícia Federal não encaminhou uma cópia completa dos autos", afirma a defesa, que baseia o pedido na Súmula Vinculante 14 do STF, sobre o acesso da defesa às provas já documentadas.
O depoimento de 24 de setembro é do inquérito sobre fraudes nas operações entre o Master e o BRB (Banco de Brasília), incluindo a negociação de carteiras de crédito fraudulentas.
Já a oitiva de 30 de setembro trata do grupo conhecido como "A Turma". Segundo a PF, Vorcaro financiou o grupo para monitorar pessoas, obter informações sigilosas e pressionar adversários.
Vorcaro está preso preventivamente desde março, na Papuda.
A Polícia Federal aponta Vorcaro como líder de uma organização criminosa que teria captado recursos ilícitos e construído uma rede de influência dentro de instituições da República.
O pedido de adiamento chega dias depois de a defesa pedir a revogação da prisão de Vorcaro, usando a mesma crise do STF como argumento nas duas frentes, como mostrou a soltura pedida por pai e primo dele na mesma semana.
Por que o STF vive uma crise por causa do caso?
A crise começou com um relatório da PF sobre supostas conversas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. O documento, sigiloso por decisão de André Mendonça, teve o sigilo retirado pelo próprio ministro em 1º de setembro.
Moraes contestou as conclusões do relatório e questionou a atuação de Mendonça. O embate chegou ao plenário em 15 de setembro, mas o julgamento foi suspenso após pedido de vista do ministro Flávio Dino.
O caso também aumentou a pressão sobre o ministro Kassio Nunes Marques, citado em vazamentos ligados à investigação.
O que acontece agora
Fachin ainda não decidiu sobre o pedido de adiamento das oitivas. O STF também precisa retomar o julgamento sobre a condução das investigações, suspenso desde o pedido de vista de Dino, sem data marcada para voltar à pauta.












































































































































