Os 11 candidatos ao governo de Minas Gerais apresentaram propostas para a educação estadual a poucos dias do primeiro turno, marcado para domingo (4). Levantamento do Hoje em Dia, publicado nesta quarta-feira (30), reúne os planos de cada um para a área.
Patrus Ananias (PT) busca reduzir desigualdades regionais com infraestrutura modernizada, valorização de professores e ampliação do tempo integral.
Ele já havia assinado compromisso com o Sind-UTE/MG defendendo o pagamento integral do piso salarial nacional dos professores (PSPN), hoje de R$ 5.130,63. Professores mineiros que cumprem 24 horas semanais recebem hoje a proporção do piso, R$ 3.078,50, não o valor integral.
Outros dois candidatos também miram o piso nacional, cada um com um número próprio. Henrique Áreas (PCO) defende piso de pelo menos R$ 8,5 mil e jornada máxima de 30 horas semanais para professores.
Rafael Duda (PSTU) propõe destinar 30% da arrecadação estadual à educação, além de reverter leilões de escolas e cumprir o piso nacional.
O que os demais candidatos propõem
Alexandre Kalil (PDT) foca em alfabetização, valorização dos profissionais e melhoria da infraestrutura, com expansão do tempo integral unindo educação científica e esporte. Cleitinho (Republicanos) também prioriza alfabetização e tempo integral, com tecnologia, programação e robótica, além de reforma de escolas com laboratórios e bibliotecas.
Flávio Roscoe (PL) propõe um modelo de gestão por metas em cada escola, com foco em português e matemática. Gabriel Azevedo (MDB) aposta em currículo único e métodos de ensino baseados em evidências.
Mateus Simões (PSD) quer ligar o ensino profissional às vocações econômicas de cada região de Minas.
Completam a lista Ben Mendes (Missão), com o programa "Casa que Educa" voltado à participação das famílias; Indira Xavier (UP), que promete passe livre estudantil; Túlio Lopes (PCB), que quer extinguir as escolas cívico-militares; e Henrique Áreas e Rafael Duda, já citados acima.

De onde viria o dinheiro para as propostas
A viabilidade fiscal das promessas é alvo de divergência entre os próprios candidatos. Em entrevista, Patrus citou mais de R$ 20 bilhões em isenções fiscais do estado como fonte possível de financiamento, mesmo com a dívida estadual em torno de R$ 180 bilhões.
Ele reconheceu que não vai resolver a questão do piso "no dia seguinte" a uma eventual vitória, e prometeu diálogo para avanços graduais.
É a mesma dúvida que já apareceu no debate da TV Globo desta terça (29), quando Roscoe e Patrus divergiram sobre a dívida de Minas. Gabriel Azevedo também já cobrou de Patrus explicações sobre o custo de suas propostas educacionais.
O que acontece agora
O primeiro turno da eleição para governador de Minas Gerais acontece neste domingo (4). Candidato eleito ou que avançar a um eventual segundo turno terá de detalhar, já na transição, como pretende pagar pelas promessas feitas durante a campanha.















































































































































