O deputado estadual Sargento Rodrigues (PL) declarou apoio ao senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) na disputa pelo governo de Minas Gerais, apesar de o PL ter lançado Flávio Roscoe como candidato oficial ao Palácio Tiradentes. O gesto foi divulgado em vídeo no domingo (20).
Segundo o Metrópoles, Rodrigues falou com Cleitinho por ligação de vídeo e entrou na lista de lideranças bolsonaristas que preferiram o senador do Republicanos ao nome escolhido pela própria legenda. O movimento aprofunda uma fissura pública no palanque do PL em Minas Gerais.
"Já falei aqui que você é o meu governador e, em nome de Jesus, você será o nosso governador", disse Sargento Rodrigues a Cleitinho, em fala publicada pelo Metrópoles.
A declaração tem peso porque Rodrigues é deputado estadual pelo PL e atua em uma base eleitoral conservadora. O apoio não muda formalmente a candidatura de Roscoe, mas mostra que a campanha enfrenta resistência dentro do próprio partido.
De acordo com o Metrópoles, também já declararam apoio a Cleitinho o vereador de Belo Horizonte Vile Santos (PL) e os deputados federais Maurício do Vôlei (PL) e Junio Amaral (PL).
Outros nomes da sigla não oficializaram apoio ao senador, mas divulgam pouco ou nada da campanha de Roscoe.
O incômodo interno ocorre enquanto Cleitinho mantém centralidade na eleição mineira. A TV Sim mostrou que Kalil e Patrus miram o 2º turno contra Cleitinho, sinal de que adversários tratam o senador como eixo da disputa estadual.
Por que o apoio pesa no PL?
O apoio pesa no PL porque a legenda precisa defender Roscoe e, ao mesmo tempo, administrar quadros que enxergam Cleitinho como candidato mais competitivo. A tensão envolve disciplina partidária, exposição pública da campanha e cálculo de sobrevivência eleitoral.
A direção estadual fica diante de um dilema. Segundo o Metrópoles, punir infiéis pode gerar insatisfação interna; não punir pode enfraquecer o candidato oficial do PL e sinalizar tolerância com quem descumpre a orientação da sigla.
Roscoe tenta se tornar conhecido fora dos círculos empresariais e do eleitorado mais próximo do PL. A campanha já teve reforço nacional: em agosto, Flávio Bolsonaro caminhou em Belo Horizonte com Roscoe, Nikolas Ferreira e outros aliados para marcar presença no palanque mineiro.
Cleitinho, por outro lado, tem buscado ampliar apoios fora de uma linha partidária rígida. Em outra frente, ele já defendeu uma mensagem de união em Minas, mesmo em ambientes políticos marcados pela polarização nacional.
O que acontece agora
O que acontece agora depende da reação do PL mineiro. O partido pode tentar conter novas declarações públicas, reforçar a campanha de Roscoe ou conviver com uma dissidência que já deixou de ser caso isolado.
Para o eleitor, o efeito prático é uma campanha menos previsível no campo da direita em Minas. A mesma sigla aparece dividida entre a candidatura que registrou oficialmente e o candidato que parte de seus quadros prefere apoiar nas ruas.
A fissura também afeta a montagem de palanques para outros cargos. A disputa mineira envolve governo e Senado, e a TV Sim mostrou que a corrida ao Senado por Minas segue fragmentada, com lideranças estaduais buscando espaço no mesmo eleitorado.
Até a última atualização das fontes consultadas, o PL não havia anunciado punição a Sargento Rodrigues. Pessoas próximas a Cleitinho defendem que a legenda retire a candidatura de Roscoe e declare apoio ao senador, segundo o Metrópoles.














































































