O deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) negou nesta quarta-feira (30) a acusação de propina feita pelo governador Mateus Simões (PSD) durante o debate da TV Globo, e afirmou que vai buscar retratação por calúnia e difamação contra o candidato à reeleição em Minas Gerais.

Na terça (29), Simões afirmou que Pettersen lhe ofereceu R$ 10 milhões em propina, no meio de um casamento, para facilitar um contrato do deputado com o estado. O episódio está detalhado nesta reportagem sobre a acusação, incluindo a reação de Cleitinho no debate.

Em vídeo publicado nesta quarta, Pettersen negou o episódio.

Essa conversa nunca aconteceu.

Segundo o deputado, a única conversa que teve com Simões foi um convite para ser vice em sua chapa ao governo, o que, segundo ele, tiraria Cleitinho da disputa. Pettersen cobrou provas do relato e disse que vai processá-lo por calúnia e difamação.

Uma denúncia antiga, arquivada pela CGE

A acusação de Simões não é nova. Ele já havia levado o caso à Controladoria-Geral do Estado (CGE-MG) em dezembro de 2024, mas o órgão concluiu que não havia elementos para abrir uma apuração formal contra o deputado.

Segundo o levantamento da denúncia, não houve contratação concluída nem testemunhas da suposta oferta, e Simões havia interrompido os contatos com a empresa antes de qualquer risco de contratação.

A denúncia arquivada não prova nem desmente a acusação. Ela mostra apenas que, sem testemunhas e sem contrato fechado, o caso nunca chegou a ser formalmente apurado.

Não é a primeira vez que Simões mira aliados de Cleitinho: ele já havia citado outros nomes chamados por ele de sonegadores e investigados em declarações recentes.

Pettersen nega ligação política formal com a campanha de Cleitinho, mas o senador já afirmou manter gratidão a ele.

O que acontece agora

Pettersen diz que vai formalizar o processo por calúnia e difamação contra Simões nos próximos dias. Os eleitores de Minas Gerais vão às urnas neste domingo (4/10) para escolher o próximo governador.