O petista Patrus Ananias, candidato ao governo de Minas Gerais, afirmou estar aberto a alianças com outros concorrentes numa eventual disputa de segundo turno. A uma semana do primeiro turno, ele aparece em segundo lugar nas pesquisas, atrás do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos).

Eu estou tratando todos os demais concorrentes com respeito. Não estou agredindo ninguém. Sempre aberto ao diálogo.

A frase é de Patrus, ao comentar a possibilidade de compor com outros candidatos caso a disputa chegue ao segundo turno. Ele soma 15% das intenções de voto na pesquisa mais recente.

Segundo a pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (26), a pedido da Folha e da TV Globo, com registro MG-07400/2026 no TSE, Cleitinho soma 40% das intenções de voto, Patrus tem 15% e o pedetista Alexandre Kalil aparece em terceiro, com 9%.

Três dias antes, uma pesquisa Quaest já mostrava Cleitinho na liderança, então com 37% das intenções, três pontos abaixo do índice agora registrado pela Datafolha.

Por que Kalil pode pesar num 2º turno?

Kalil concentra o terceiro maior bloco de eleitores da disputa, hoje 9% segundo a Datafolha. Num eventual segundo turno entre Cleitinho e Patrus, o apoio desse grupo de eleitores pode ajudar a definir o resultado.

"Nós estamos crescendo nas pesquisas. Eu sinto que a nossa campanha está crescendo com muitas e boas energias", disse Patrus, ao comentar sua evolução nos levantamentos mais recentes.

Um aceno a Kalil hoje pode valer mais do que qualquer discurso de campanha, se a disputa chegar ao segundo turno.

Outros candidatos também já fazem esse cálculo. O governador Romeu Zema aposta que Mateus Simões chegará ao 2º turno, cenário que hoje as pesquisas não confirmam.

O que acontece agora

O primeiro turno das eleições em Minas Gerais é em 4 de outubro. Se nenhum candidato passar da metade dos votos válidos, o segundo turno ocorre em 25 de outubro, e é nesse cenário que as alianças sinalizadas por Patrus poderiam entrar em jogo.