O presidente Lula disse nesta quarta-feira (30) que o fim da escala de trabalho 6x1 será aprovado ainda este ano, antes da posse do próximo presidente. A declaração veio em entrevista a influenciadores no canal Cosmo Política, ao lado de críticas ao Congresso.

"Nós vamos aprovar o fim da escala 6 X 1. É inexorável, ela vai ser aprovada ainda este ano. Antes do próximo presidente tomar posse, ela será aprovada", disse Lula.

A PEC que reduz a jornada foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em 2 de setembro, em votação simbólica. Quatro senadores registraram voto contrário: Rogério Marinho (PL-RN), Jaime Bagattoli (PL-RO), Tereza Cristina (PP-MS) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

O texto, porém, segue sem data para ir a plenário. Em setembro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, já havia adiado a votação para depois das eleições.

Por que Lula também mirou no Orçamento do Congresso

Na mesma entrevista, Lula criticou o volume de emendas parlamentares. Para ele, "não existe país no mundo" em que o Congresso controla metade do Orçamento da União.

Questionou também o valor hoje destinado a cada deputado. "Como o deputado que recebe R$ 60 ou R$ 70 milhões por ano vai disputar as eleições com uma pessoa que sai do movimento social", disse.

O tema tem números recentes para sustentar a crítica. As emendas parlamentares bateram recorde de R$ 61 bilhões em 2026.

Lula também mirou as agências reguladoras. "No governo Bolsonaro, o Congresso tomou conta das agências. Hoje, tem muita gente nas agências que são representantes de empresários indicados por senadores", afirmou.

O presidente retomou ainda a defesa de mandato fixo de 10 a 12 anos para ministros do STF e disse querer mudar a forma como a Corte é indicada, com um conselho da sociedade avaliando os nomes.

O que acontece agora

A votação da PEC no plenário do Senado segue sem data marcada. Alcolumbre mantém a promessa de só pautar o tema depois do primeiro turno das eleições, neste domingo (4).