O TRE-MG exige de todos os candidatos ao governo de Minas Gerais a prestação de contas parcial entre 9 e 13 de setembro, com o que arrecadaram até o dia 8. O líder das pesquisas, Cleitinho Azevedo (Republicanos), declarou R$ 210,3 mil. Alexandre Kalil (PDT) já soma R$ 14 milhões.
A prestação parcial é obrigatória para os 11 candidatos ao Palácio da Liberdade, mesmo sem movimentação financeira. Os dados completos, com doadores e documentos bancários, ficam públicos a partir de 15 de setembro, no DivulgaCandContas do TSE. Ao todo, eles declararam R$ 38,4 milhões.
Quanto cada candidato já arrecadou
Segundo levantamento do Jornal Pará de Minas com base na prestação de contas ao TRE-MG, arrecadou mais Alexandre Kalil (PDT), com R$ 14.006.300. Atrás dele aparecem Roscoe, Simões e Patrus, todos na casa dos milhões, enquanto Cleitinho soma pouco mais de R$ 200 mil.
| Candidato | Partido | Valor declarado | Origem principal |
|---|---|---|---|
| Alexandre Kalil | PDT | R$ 14.006.300,00 | Direção nacional do PDT |
| Flávio Roscoe | PL | R$ 10.155.038,12 | Partido + pessoas físicas |
| Mateus Simões | PSD | R$ 8.288.000,00 | Partido (PSD/Novo) + doadores |
| Patrus Ananias | PT | R$ 5.336.641,85 | 100% direção nacional do PT |
| Gabriel Azevedo | MDB | R$ 300.000,00 | Pessoas físicas |
| Cleitinho Azevedo | Republicanos | R$ 210.300,00 | 100% pessoas físicas |
Os R$ 14 milhões de Kalil vieram em dois repasses de R$ 7 milhões do PDT, quase 80% do teto de gastos da disputa (R$ 17,79 milhões). Na campanha de 2022, arrecadou R$ 16,2 milhões; em 2026, garantiu 86% desse total em setembro.
Roscoe é o segundo colocado, com R$ 10,15 milhões (R$ 4,19 milhões do partido e R$ 5,96 milhões de pessoas físicas), incluindo R$ 1,6 milhão de cinco empresários mineiros. Robert Carlos Lyra e Ailton Ricaldoni Lobo doaram R$ 500 mil cada.
Simões, candidato à reeleição e alvo de suspensão de perfis por propaganda não registrada pelo TRE-MG neste mês, arrecadou R$ 8,29 milhões, a maior parte do PSD e do Novo. Patrus soma R$ 5,34 milhões, 100% enviados pela direção nacional do PT.
Gabriel Azevedo (MDB), que acionou outro concorrente na Justiça depois de um debate na última semana, arrecadou R$ 300 mil, valor próximo ao de Cleitinho.
Cleitinho arrecadou R$ 210,3 mil, todos de pessoas físicas, sem um real de fundo partidário. A ausência tem explicação. Para reatar com o Republicanos, que chegou a vetar sua candidatura, ele se comprometeu a não usar o Fundo Eleitoral do partido.
O senador tem como vice Luís Eduardo Falcão, ex-prefeito de Patos de Minas, e aposta no discurso da experiência municipalista. Ele participou do ato político que dividiu a agenda dos candidatos ao governo de MG no 7 de Setembro.
O dinheiro e os votos andam em direções opostas nesta disputa. Quem mais arrecadou está longe da liderança nas pesquisas. A Genial/Quaest ouviu 1.506 eleitores para a Globo, entre 4 e 7 de setembro, e mostra Cleitinho com 32%, Patrus e Kalil empatados com 11%.
A margem de erro é de três pontos percentuais, com 95% de confiança, registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-04716/2026. Simões aparece com 8%, e Roscoe, o segundo maior arrecadador, tem apenas 3%, no mesmo cenário que outros institutos já vinham confirmando.
"Falta dinheiro, ou mais diretamente, as direções partidárias nacionais não liberaram os recursos do fundo eleitoral", escreveu o jornalista Orion Teixeira, em coluna no Estado de Minas sobre o cenário nacional por trás da disparidade.
O que acontece agora
Até 13 de setembro, todos os candidatos precisam ter entregado a prestação de contas parcial ao TRE-MG. Dois dias depois, em 15 de setembro, os dados completos, com doadores e documentos bancários, ficam públicos no DivulgaCandContas.
















































































































