O candidato do PT ao governo de Minas Gerais, Patrus Ananias, defendeu nesta sexta-feira (25), durante caminhada pelo Barreiro, em Belo Horizonte, um programa de apoio ao comércio para gerar empregos e renda no estado, no mesmo mês em que rivais apresentaram propostas econômicas próprias.
Minas Gerais vive um momento raro no mercado de trabalho: 3,8% de desemprego no 4º trimestre de 2025, a menor taxa da série histórica iniciada em 2012, segundo o Observatório do Trabalho (Fundação João Pinheiro/Sedese). É o pano de fundo real das promessas de campanha.
O comércio é o maior empregador individual do estado. Em março de 2026, Minas tinha 5,06 milhões de vínculos empregatícios ativos, o maior nível da série do Caged, com saldo de 70,6 mil postos formais só no primeiro trimestre.
É nesse cenário que Patrus insiste no tema. Ele já havia proposto, em setembro, um programa de emprego e renda com incentivo ao empreendedorismo, retomando políticas sociais que aplicou como prefeito de BH e ministro do Desenvolvimento Social.
Alexandre Kalil (PDT) aposta em outra rota: rever isenções de ICMS para financiar a saúde. Minas concedeu R$ 19,4 bilhões em incentivos fiscais em 2025, recursos que, segundo o Tempo, também buscam estimular emprego.
Cleitinho Azevedo (Republicanos) mira o outro lado da conta: compensar prefeituras que perderem receita com o IPVA progressivo que propõe. Municípios mineiros perderam R$ 28,6 bilhões em renúncias fiscais desde 2020, segundo a Associação Mineira de Municípios.
A resposta de Cleitinho atende a uma cobrança formal. Em 11 de setembro, a entidade enviou carta a todos os candidatos pedindo uma saída para a perda de receita das prefeituras.
Já Flávio Roscoe (PL) prega desregulamentação: revogar dezenas de normas estaduais nos 15 primeiros dias de mandato.
"A economia ativada, a economia crescendo, se arrecada, sem aumentar tributo", disse Roscoe ao receber o apoio de 20 entidades empresariais do Sul de Minas.
Quatro caminhos, um mesmo alvo: renúncia fiscal revista para custear serviços (Kalil), compensação de perdas municipais (Cleitinho), menos regulação (Roscoe) ou programa direto de fomento ao comércio (Patrus).
O que a disputa ainda não respondeu
Nenhum dos quatro planos traz estimativa de quantos empregos geraria, nem prazo de implementação.
Com o desemprego já na mínima histórica, a pergunta que fica é o que cada proposta muda para quem segue na informalidade, parcela que Minas concentra entre as maiores do país, ao lado de São Paulo e Bahia.














































































































