O candidato do PT ao governo de Minas Gerais, Patrus Ananias, defendeu nesta quarta-feira (30) o pagamento do piso nacional dos professores da rede estadual e a ampliação do ensino em tempo integral. A defesa veio em agenda de campanha em Juiz de Fora.

Em Juiz de Fora, na Zona da Mata, Patrus atendeu a imprensa em um hotel no centro da cidade antes de participar de um ato político. Chuva forte cancelou a caminhada que estava prevista para a tarde.

"Educação de qualidade. Com a melhoria do salário das professoras, professores, estabelecendo o piso nacional em Minas Gerais, que não é pago. Professoras e professores do nosso estado recebem abaixo do piso salarial. Nós vamos também batalharmos muito para estabelecer uma escola a tempo integral", disse Patrus.

No lugar da caminhada, Patrus, o presidente Lula (PT) e apoiadores fizeram um ato político na Praça da Estação. Também participaram as candidatas ao Senado por Minas Marília Campos (PT) e Áurea Carolina (PSOL).

Por que o piso virou bandeira de campanha

O piso nacional virou bandeira porque professores da rede estadual de Minas entraram em greve por tempo indeterminado em março deste ano, alegando descumprimento do valor mínimo pelo governo do estado havia 8 anos, segundo o Sind-UTE/MG.

O piso é hoje de R$ 5.130,63 para 40 horas semanais, reajustado em 5,4% em janeiro, segundo portaria do Ministério da Educação.

O problema não se limita à rede estadual. Levantamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) mostra que só 120 das 853 prefeituras mineiras cumpriram o piso nas redes municipais em 2025.

Segundo o TCE-MG, 20.386 professores municipais receberam abaixo do piso naquele ano, com prejuízo acumulado de R$ 163 milhões. O mesmo valor que Patrus promete garantir no estado já não é cumprido em boa parte das prefeituras mineiras.

O compromisso não é novo. Em setembro, Patrus já havia assinado compromisso público pelo piso integral aos professores.

A educação é um dos temas que dividem os 11 candidatos ao governo de Minas Gerais nesta reta final de campanha.

O Sind-UTE/MG, sindicato que organizou a greve de março, também cobrou compromissos de educação de outros candidatos, como Gabriel Azevedo.

O que acontece agora

A eleição para governador de Minas Gerais é neste domingo (4). Quem vencer vai lidar com a pressão do funcionalismo da educação por reposição salarial logo no início do mandato.