O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), líder nas pesquisas ao governo de Minas Gerais, disse nesta sexta-feira (18), em sabatina de Estado de Minas e TV Alterosa, que o governador Romeu Zema (Novo) "perdeu a confiança" dos servidores após um veto salarial de 2022.
"Ali, ele perdeu a confiança do servidor público", disse Cleitinho, ao lembrar do episódio em que era deputado estadual e via a Assembleia aprovar reajuste para o funcionalismo.
Segundo o senador, Zema vetou o aumento na época e pressionou deputados para manter o veto. Para Cleitinho, esse episódio marcou a relação do governador com os servidores de forma ampla, não só com a categoria da segurança.
O episódio que Cleitinho aponta como ruptura
Em 4 de abril de 2022, Zema vetou reajustes extras aprovados pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para três categorias: 14% para segurança e saúde e 33,24% para educação. O governador só endossou uma recomposição geral de 10,06% para todo o funcionalismo.
Os deputados derrubaram o veto por 55 votos a 3, em sessão extraordinária de 12 de abril daquele ano. A ALMG promulgou a derrubada seis dias depois, e o governo Zema recorreu à Justiça contra a decisão do Legislativo.
O que Cleitinho propõe agora
Na sabatina, Cleitinho se comprometeu a dar reposição inflacionária anual a todas as categorias do funcionalismo, caso eleito. "Eu vou ter diálogo com o servidor", disse.
A promessa de diálogo aparece ao lado de outras propostas ainda sem detalhamento. Segundo o jornal O Tempo, uma sabatina anterior do mesmo ciclo mostrou Cleitinho defendendo reduzir a alíquota do IPVA sem citar percentual de corte.
O senador já havia prometido, em outra ocasião, que compensaria os municípios caso a redução do imposto diminua a arrecadação repassada às prefeituras.
Sobre a dívida pública de Minas, ele disse que sua prioridade seria negociar diretamente com a Presidência da República, mencionando juros, parcelamento e investimentos federais em rodovias. Não apresentou valor ou percentual de renegociação.
Questionado sobre pagamento extra a secretários em conselhos de estatais, respondeu que isso "dependeria da produtividade", sem citar critério objetivo. Na segurança pública, defendeu ampliar o efetivo policial, instalar bloqueadores de celular em presídios e usar câmeras corporais, mas sem meta numérica.
Zema, por sua vez, tem atuado na disputa em apoio a outro candidato. O governador aposta que Mateus Simões (PSD) vai ao 2º turno contra Cleitinho, hoje líder nas pesquisas.
No cenário estimulado do Instituto Veritá, Cleitinho aparece com 47,4% das intenções de voto, mais do que o dobro de Patrus Ananias (PT), segundo colocado com 21,2%.
O que acontece agora
O primeiro turno da eleição para o governo de Minas Gerais está marcado para 4 de outubro. Cleitinho ainda deve participar de novos debates e sabatinas antes da votação, nos quais pode ser cobrado a detalhar os números que faltaram nesta entrevista.




































































