Duas alas do Partido Liberal (PL) mineiro se reuniram nesta terça-feira (29) para pressionar o candidato ao governo de Minas Gerais Flávio Roscoe a desistir da disputa e declarar apoio ao senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), na tentativa de eleger o correligionário ainda no primeiro turno.

O principal articulador da pressão é o deputado federal e candidato ao Senado Domingos Sávio (PL). Ele defende que Roscoe abra mão da candidatura para viabilizar a eleição de Cleitinho e já subiu no palanque do senador.

"Flávio Bolsonaro precisa de um palanque forte aqui para o segundo turno e a gente precisa acabar com o PT", disse a candidata a vice-governadora Ellen Miziara (PL).

"Melhor do que um (palanque) é dois (palanques) e a gente tem plenas condições de ir para o segundo turno junto com o Cleitinho", completou.

A pressão foi inspirada pela desistência do deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) ao Senado, que abriu mão da candidatura para apoiar André do Prado (PL-SP) e Guilherme Derrite (PP-SP).

Correligionários mineiros pediram um movimento parecido a Roscoe, mas a chapa rechaçou a proposta.

Não é a primeira rachadura na aliança. Um deputado do PL já havia deixado Roscoe para apoiar Cleitinho em 21 de setembro.

Três dias depois, Flávio Bolsonaro foi a Minas tentar segurar a candidatura de Roscoe. Ele também precisou se afastar recentemente da campanha por problemas de saúde, dos quais ainda se recupera.

A aposta do PL é que, com candidatura única da direita, Cleitinho vença ainda no primeiro turno.

Políticos do PL entusiastas da campanha de Cleitinho passaram o dia tentando convencer a campanha de Roscoe a desistir. "Hoje nem fui pra rua (fazer campanha)", lamentou um deles.

Por ora, a chapa de Roscoe resiste e mantém a candidatura. A pressão, porém, deve continuar até o primeiro turno, no dia 4 de outubro, enquanto aliados de Cleitinho tentam evitar a divisão do voto de direita em Minas.