Uma audiência de conciliação entre o humorista Renato Aragão, 91, e a filha mais velha, Juliana Rangel Aragão, 49, foi marcada para 26 de outubro, no Rio de Janeiro. O caso é uma ação de cobrança que tramita na 43ª Vara Cível do Rio.

Juliana afirma ter emprestado R$ 950 mil ao pai em dezembro de 2018, com dinheiro da venda de um imóvel que herdou da mãe, Martha Maria Rangel Aragão, morta em 2014.

Segundo ela, o acordo previa a devolução até 31 de dezembro de 2023. Ela diz ter recebido de volta cerca de R$ 77 mil, e cobra na Justiça o valor restante de R$ 872.485,58.

A audiência marcada é uma tentativa de conciliação entre as partes e não representa, até o momento, decisão sobre o mérito da cobrança. Juliana mora atualmente em Santa Catarina e pediu para participar por videoconferência, pedido que ainda não havia sido respondido pela Justiça.

É mais um caso de disputa financeira na Justiça envolvendo um nome conhecido da TV brasileira.

Outra desavença entre pai e filha

Não é a primeira vez que Juliana aparece no centro de uma polêmica envolvendo o pai, um dos nomes históricos da comédia na TV brasileira.

Em abril de 2025, o diretor Rafael Spaca, responsável pelo documentário "Trapalhadas sem Fim", acusou Renato Aragão de esconder a filha por causa da orientação sexual dela.

Ele mora em uma mansão com a mulher e a filha Lívian; isso todo mundo sabe. Mas, dentro dessa casa, também tem uma filha chamada Juliana. Eles escondem essa menina.

Spaca também disse à época que Juliana "trabalha de Uber" e já fez "vaquinha" para pagar contas, e associou o afastamento dela da família a um suposto preconceito por ela namorar uma mulher.

O que disse Renato Aragão

Em entrevista ao F5, Renato Aragão negou qualquer diferença de tratamento entre os cinco filhos: Juliana, Paulo, Ricardo, Renato Jr. e Lívian, frutos de dois relacionamentos do humorista.

"Ela é minha filha tanto quanto o Paulinho, o Ricardo, o Renato Jr. e a Lívian. Nunca fiz diferença pela 'escolha sexual' dela, nem por ser adotiva. Filho é filho", disse.

Sobre as dificuldades financeiras atribuídas a Juliana, ele afirmou: "Meus filhos são autônomos, trabalham como diretores e músicos, e estamos sempre juntos [...] Não escondo ninguém, minha família sempre foi pública".

O que acontece agora

A audiência de conciliação está marcada para 26 de outubro. Caso as partes não cheguem a um acordo, o processo segue para julgamento de mérito na 43ª Vara Cível do Rio de Janeiro.