Alexandre Kalil (PDT) e Patrus Ananias (PT) chegam à reta final da campanha em Minas Gerais disputando a vaga mais cobiçada depois da liderança de Cleitinho Azevedo (Republicanos): o lugar em um eventual segundo turno para o governo estadual, marcado para 25 de outubro.
Segundo o Estado de Minas, a reta final tem debates na TV, encontros com empresários e caravanas pelo interior. O dado que mantém a disputa aberta é a espontânea: 53% dos eleitores mineiros ainda não citaram candidato quando perguntados sem lista.
A pesquisa Datafolha contratada pela Folha e pela Globo, registrada no TSE sob o código MG-01611/2026, ouviu 1.204 eleitores entre 8 e 10 de setembro. O levantamento tem margem de erro de três pontos percentuais e 95% de confiança.
No cenário estimulado, Cleitinho aparece com 37%. Patrus tem 13% e Kalil marca 11%, empate técnico pela margem de erro. O atual governador Mateus Simões (PSD) aparece mais atrás e tenta vender continuidade administrativa na campanha.
Quem disputa a segunda vaga em Minas?
Quem disputa a segunda vaga em Minas são Patrus e Kalil, separados por dois pontos no Datafolha. O empate técnico faz a reta final depender menos da liderança de Cleitinho e mais da capacidade dos rivais de convencer indecisos.
O Estado de Minas ouviu as campanhas sobre a estratégia. Patrus afirmou, por meio da assessoria, que seguirá mostrando propostas e trajetória. Kalil disse, em agenda na comunidade Dandara, que é o candidato com coragem para enfrentar a extrema-direita.
A Folha mostrou outro movimento da campanha mineira: candidatos ao governo tentam se descolar dos presidenciáveis no horário eleitoral. Cleitinho evita citar Flávio Bolsonaro na propaganda, Kalil se distancia da polarização nacional, e Patrus usa o histórico político e falas de Lula.
O precedente que alimenta as campanhas é 2018. Segundo o Estado de Minas, Romeu Zema aparecia com 9% no Datafolha a nove dias da eleição e terminou o primeiro turno com 42,73% dos votos. É esse exemplo que sustenta a aposta em sprint final.
O que acontece agora
O que acontece agora é uma corrida por exposição e voto útil antes de 4 de outubro, data do primeiro turno. Quem ficar em segundo terá mais 21 dias de campanha até o segundo turno, se Cleitinho não vencer na primeira etapa.
A TV Sim já mostrou um capítulo recente da disputa, quando Cleitinho pregou união em Minas. O eleitor também pode consultar o explicador sobre quanto ganha um governador e o serviço sobre celular na cabine de votação.













































































