Faltando uma semana para o fim da propaganda eleitoral, os candidatos ao governo de Minas Gerais mudam de estratégia para tentar convencer quem ainda não escolheu o voto. Uma pesquisa DATATEMPO mostra que 17,9% dos mineiros seguem indecisos sobre o voto para governador.
O índice de abstenção também entrou no radar das campanhas. A média histórica gira em torno de 20% em Minas e no Brasil.
Na eleição de 2022, a abstenção foi de 22,3% no estado, acima da média nacional de 20,9%. Em 2018, os números foram parecidos: 22,2% em Minas e 20,3% no país.
Minas tem cerca de 2 milhões de eleitores com mais de 70 anos, 12,73% do eleitorado, faixa em que o voto é facultativo.
É esse grupo que decide se vale a pena votar mesmo sem obrigação legal, e o ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT) tenta sensibilizá-lo. "Quero que reflitam, porque a vida deles vai ser afetada", afirmou, mesmo sobre quem não é obrigado a votar.
Como cada candidato mira o eleitor indeciso?
Cada campanha adota uma tática diferente para o eleitor que ainda não decidiu. Cleitinho Azevedo (Republicanos), líder nas pesquisas, aposta em se apresentar como um "governo diferente, sem compromisso com partidos". Patrus Ananias (PT) diz crescer justamente entre os indecisos.
Mateus Simões (PSD) resume a estratégia numa frase: "Estou muito focado nos indecisos nesse momento." Já a deputada estadual Indira Xavier (UP) prioriza o corpo a corpo, no porta a porta pelas ruas.
O deputado estadual Gabriel (MDB) defende que esperar para escolher não é atraso. "O eleitor que ainda não decidiu não está atrasado. Ele está exercendo o direito de comparar", disse.
Túlio Lopes (PCB) intensifica a divulgação de propostas e convoca o "voto consciente". Ben Mendes, Flávio Roscoe, Henrique Áreas e Rafael Duda não responderam aos pedidos de entrevista do jornal O Tempo.
O que acontece agora
O TRE-MG já iniciou a carga das 55,8 mil urnas eletrônicas que serão usadas no estado. O primeiro turno é no dia 4 de outubro, e o segundo, se necessário, em 25 de outubro.
Cleitinho segue na liderança das pesquisas mais recentes divulgadas nesta semana. O tamanho do grupo de indecisos, porém, ainda pode mexer no resultado do primeiro turno.
O peso dos indecisos já havia aparecido em debate anterior da campanha, quando uma pesquisa citada mostrou até 94% de indecisos num recorte específico do eleitorado mineiro.

















































































































