Os seis principais candidatos ao governo de Minas Gerais apresentaram, em seus planos entregues à Justiça Eleitoral, propostas diferentes para fiscalizar barragens e mineradoras no estado. As eleições de outubro decidem o comando da mineração sete anos após Brumadinho, sem nenhum plano detalhar valores de investimento.
Os planos foram entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e servem de base para o governo de quem vencer a eleição de 4 de outubro. Nenhum dos seis apresenta números de investimento ou metas quantitativas para a fiscalização.
O que cada candidato propõe
Os seis candidatos convergem em reforçar a fiscalização de barragens, mas divergem no método. Uns apostam em tecnologia e monitoramento remoto; outros priorizam presença humana constante e regras mais rígidas de licenciamento.
| Candidato | Partido | Proposta principal |
|---|---|---|
| Alexandre Kalil | PDT | Fiscalização presencial contínua somada à tecnologia; empresas pagam toda a recuperação ambiental |
| Cleitinho Azevedo | Republicanos | Monitoramento tecnológico diário e "tolerância zero com a negligência" |
| Flávio Roscoe | PL | Força-tarefa contra sonegação da CFEM, com recursos para municípios produtores |
| Gabriel Azevedo | MDB | Satélites e IA no controle ambiental; cadastro georreferenciado de barragens |
| Mateus Simões | PSD | Aplicar a lei Mar de Lama Nunca Mais; proibir novas barragens de risco |
| Patrus Ananias | PT | Reestruturar o Copam com paridade entre governo, empresas e sociedade civil |
Onde os planos se aproximam e se distanciam
A CFEM, taxa paga pelas mineradoras, aparece também na lei federal de minerais críticos que aguarda sanção de Lula. Nos planos estaduais, ela divide Roscoe (combater a sonegação da taxa) e Patrus (redirecionar o que já é arrecadado para saúde e educação).
Já o licenciamento ambiental divide o grupo. De um lado, simplificar o processo sem abrir mão do rigor técnico; do outro, endurecer as exigências mesmo que o trâmite fique mais lento.
Simões é o único a citar uma lei estadual específica, o Mar de Lama Nunca Mais, e o único a se opor nominalmente à mineração na Serra do Curral.
O que acontece agora
Os planos de governo entregues ao TSE não têm força de lei. Quem vencer a eleição de 4 de outubro pode mudar a proposta ao longo do mandato de quatro anos.
A disputa pelo Senado mineiro corre em paralelo e deve influenciar quem vai fiscalizar o próximo governador a partir de 2027.




































