Pesquisas Quaest divulgadas nesta quarta (23) mostram que o medo do eleitorado muda de sinal entre Rio de Janeiro e Minas Gerais. No Rio, 45% temem mais um mandato de Lula; em Minas, o medo da volta dos Bolsonaro (41%) supera por pouco.
No Rio, 38% temem mais a volta da família Bolsonaro ao poder, uma diferença de 7 pontos a favor do medo de Lula, fora da margem de erro de 3 pontos.
Em Minas, o mesmo instituto mostrou o eleitor dividido quase ao meio: 40% temem mais Lula, dentro da margem de erro.
Por que os dois estados vizinhos divergem
A resposta está em quem mora em cada estado. Entre os eleitores que se declaram bolsonaristas no Rio, 96% temem mais um mandato de Lula; entre os lulistas, 93% temem mais a volta dos Bolsonaro.
O medo, nos dois casos, segue o time de cada um. Quem decide a diferença entre os estados são os independentes, sem partido fixo.
No Rio, eles se dividem assim: 40% temem mais Lula, 28% temem mais os Bolsonaro, e 17% têm medo dos dois. Como o Rio tem, historicamente, uma bancada bolsonarista mais numerosa que a mineira, esse contingente pesa mais no resultado geral do estado.
O que os números têm em comum
As duas pesquisas seguem a mesma metodologia, contratadas pela Globo, com entrevistas entre 19 e 22 de setembro, margem de erro de três pontos percentuais e 95% de confiança.
A de Minas ouviu 1.506 eleitores e está registrada sob o número BR-07664/2026. A do Rio ouviu 1.302, em 29 municípios, registrada sob o número RJ-04982/2026.
O medo do adversário, mais do que o apoio ao próprio candidato, tem guiado parte do voto nesta eleição. É um padrão que já aparece na corrida nacional, onde a vantagem de Lula sobre Flávio encolheu nos últimos dois meses.
A ponto de outro instituto já apontar empate técnico num eventual 2º turno entre os dois.
O ponto em aberto
As duas pesquisas foram feitas na mesma semana, pelo mesmo instituto, com a mesma pergunta. A diferença de 7 pontos no Rio e de 1 ponto em Minas não vem de metodologia diferente: vem do eleitorado de cada estado.
Falta saber se essa divisão regional do medo vai se manter até outubro, ou se algum dos dois lados consegue exportar seu medo local para o resto do país.


































































































