Três adversários de Cleitinho Azevedo (Republicanos) na disputa pelo governo de Minas Gerais criticaram, nesta quinta-feira (24), a parceria de campanha com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Patrus Ananias, Flávio Roscoe e Alexandre Kalil dizem que ele terceiriza o governo.
"Terceirizar o próprio governo de Minas para São Paulo", criticou Patrus Ananias (PT), segundo o jornal O Tempo.
Flávio Roscoe (PL) questionou a decisão: "O senador Cleitinho não confia em sua própria capacidade técnica?", disse o candidato, que classificou como incomum um mineiro buscar nomes de outro estado para montar o governo.
Alexandre Kalil (PDT) chamou a aproximação de "complexo de vira-lata", citando precedentes negativos de gestões anteriores. Patrus também recorre a apoio de fora do estado: o presidente Lula (PT) esteve em Belo Horizonte nesta semana para um ato ao lado do candidato do PT.
Cleitinho negou terceirização: "Quem vai governar Minas são os mineiros", respondeu. Ele descreveu a ida a São Paulo como troca de experiência com um dos governadores mais bem avaliados do país e disse escolher o secretariado por mérito técnico.
Como começou a aproximação
A gravação com Tarcísio aconteceu na terça-feira (22), em um estúdio em São Paulo. Cleitinho chamou o governador paulista de "melhor governador do Brasil", e Tarcísio respondeu que estava "muito entusiasmado com essa chapa".
O encontro entre Cleitinho e Tarcísio e a inspiração que o candidato mineiro diz buscar no modelo paulista já haviam sido tema de outras matérias da TV Sim Brasil nesta semana.
A crítica dos adversários chega a dez dias do primeiro turno, quando qualquer aceno a apoio externo pode pesar entre os eleitores ainda indecisos.
O que acontece agora
Cleitinho aparece na liderança nas pesquisas mais recentes para o governo de Minas Gerais. O primeiro turno é em 4 de outubro, dez dias após a gravação em São Paulo.











































































































