Alexandre Kalil (PDT), candidato ao governo de Minas Gerais, e Aécio Neves, candidato a uma das vagas do estado no Senado pela mesma coligação, chegam à reta final da campanha sem terem feito nenhuma agenda conjunta. O primeiro turno é neste domingo (4).

A ausência de atos juntos persiste desde que Aécio formalizou a candidatura ao Senado, em 28 de agosto. Levantamento do jornal O Tempo mostra que, até esta quarta-feira (30), nenhum compromisso de campanha reuniu os dois no mesmo palco.

Kalil chamou Aécio de "uma figura importante" e chegou a dizer que a vaga ao Senado seria dele "se quisesse". Mas, segundo o próprio Kalil, a falta de agenda conjunta tem explicação simples:

É porque ele está com a agenda dele lotada e a minha está lotada, só por causa disso.

A reportagem do O Tempo, porém, descreve uma percepção, entre fontes ligadas às duas campanhas, de que elas estariam evitando o desgaste de aparecer juntas em público, mais do que apenas lidando com agendas cheias.

Aécio concentraria esforços no interior de Minas, enquanto Kalil prioriza Belo Horizonte.

Por que o PDT queria Aécio na chapa

PSDB, Cidadania e o próprio PDT pediram publicamente que Aécio disputasse o Senado por Minas ainda em agosto, antes de ele confirmar a candidatura. A expectativa era de que o nome de Aécio desse musculatura à coligação.

Kalil e Aécio integram a mesma coligação, mas tocam campanhas distintas. Isso gerou frustração entre aliados do PDT, que esperavam reforço também para as candidaturas legislativas da legenda.

O que acontece agora

A agenda de Kalil nesta quarta-feira (30) segue concentrada em Belo Horizonte, com entrevistas e uma caminhada em Venda Nova. Nenhum compromisso com Aécio consta da programação.

Os dois chegam ao primeiro turno, neste domingo (4), em disputas separadas: Kalil pelo governo do estado, Aécio por uma das duas vagas mineiras no Senado.