O candidato ao governo de Minas Gerais Patrus Ananias (PT) foi entrevistado nesta quarta-feira (16) no MG1, da TV Integração. Ele respondeu sobre oito temas, entre eles a dívida de R$ 200 bilhões do estado com a União, mineração e violência contra a mulher.
Patrus foi o terceiro dos seis candidatos mais bem posicionados nas pesquisas a passar pela série de sabatinas, que segue até sábado (19). A lista de temas incluiu ainda a crise no STF, a disputa eleitoral, a gestão do PT e o pagamento de servidores.
O que Patrus propõe para a dívida com a União
Patrus defende renegociar o Propag, programa que reestruturou dívidas de estados e foi assinado por Minas em junho de 2025. Pelo plano protocolado na Justiça Eleitoral, o estado pagaria menos nos primeiros anos e teria mais tempo para quitar o total.
O texto propõe estender de 5 para 10 anos o prazo de carência antes do pagamento integral e alongar o prazo total, hoje de 30 anos. Minas paga hoje cerca de R$ 100 milhões por mês, e a mudança depende do governo federal.
"A dívida de Minas com a União pode e deve ser negociada e resolvida com diálogo e responsabilidade", diz o plano de governo do candidato.
A proposta virou alvo de crítica do adversário Alexandre Kalil (PDT), que chamou a renegociação de "delírio" durante sabatina de O TEMPO na segunda-feira (14).
No dia seguinte, o comitê de Patrus rebateu, afirmando que o candidato "nunca afirmou que não pagaria a dívida".
A nota argumenta que a maior parte do débito é com a própria União, o que justificaria a renegociação em vez do pagamento nos termos atuais.
A nota do comitê petista terminou afirmando que "Patrus sempre honrou suas contas e não deve a ninguém", numa referência a uma dívida de IPTU de R$ 20,3 mil que Kalil mantém com a prefeitura de Belo Horizonte.
O que acontece agora
A série de sabatinas do MG1 segue com Gabriel Azevedo (MDB) nesta quinta-feira (17) e Mateus Simões (PSD) no sábado (19). O candidato Cleitinho (Republicanos) não confirmou presença na série de entrevistas.
A disputa pelas contas do estado também apareceu em outro debate recente entre os candidatos: as isenções fiscais concedidas por Minas, que custam R$ 27 bilhões por ano, segundo levantamento citado pelos próprios concorrentes ao governo.











































