O candidato ao governo de Minas Gerais Cleitinho Azevedo (Republicanos) defendeu nesta quinta-feira (24) a ampliação da presença policial no interior do estado. Durante visita a Manhuaçu, ele prometeu reforçar a segurança e criar um comando de inteligência que integre PM, Polícia Civil e Bombeiros.
A proposta foi apresentada num encontro com eleitores na Praça Cinco de Novembro, no centro da cidade, seguido de uma carreata pelas ruas de Manhuaçu, no Leste de Minas.
"O trabalhador está com insegurança, a gente vai reverter. São esses bandidos que vão ter insegurança, porque a gente vai monitorar as 24 horas"
A frase foi dita por Cleitinho durante o evento, segundo o G1. O plano de segurança do candidato inclui ainda combate à lavagem de dinheiro, expansão de delegacias especializadas e monitoramento eletrônico de agressores.
O modelo de gestão citado por Cleitinho tem inspiração declarada: ele já disse buscar no governo de São Paulo a referência para a segurança em Minas.
Na área da saúde, Cleitinho defendeu o fortalecimento da rede hospitalar no interior e a expansão dos hospitais regionais. Também citou investimentos em educação, comércio e infraestrutura para a região.
A crítica à gestão atual já apareceu antes na campanha: Cleitinho disse que o governo de Romeu Zema perdeu a confiança dos servidores de Minas.
O que os outros candidatos propõem para a segurança?
Cada um dos principais concorrentes ao governo de MG tem um plano próprio de segurança pública. Alexandre Kalil (PDT) propõe a "Muralha Digital de Minas Gerais", com videomonitoramento e leitura de placas.
Patrus Ananias (PT) defende um Sistema Único de Segurança Pública com câmeras corporais progressivas e a criação de Casas da Mulher Brasileira.
Gabriel Azevedo (MDB) aposta num centro integrado de inteligência com base de dados única, e Mateus Simões (PSD) quer reforçar o controle nas divisas do estado.
O que os números da segurança em Minas mostram
As mortes violentas intencionais em Minas Gerais caíram de 3.219 para 2.770 entre 2024 e 2025, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. A violência em geral vem recuando no estado, enquanto a segurança pública segue como tema central da campanha ao governo.
Os feminicídios seguem na direção contrária: passaram de 169 para 177 casos no mesmo período, alta de 4,7%. Nenhum dos planos de segurança apresentados até agora detalha meta numérica específica para reduzir esses casos.










































































































