O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) cobrou explicações do senador licenciado Cleitinho Azevedo (Republicanos) sobre doações usadas para custear voos de campanha ao governo de Minas, em entrevista a O Globo, Valor Econômico e Rádio CBN nesta quinta-feira (24).
O TSE registra R$ 719 mil em doações desse tipo à campanha de Cleitinho. Segundo a prestação de contas, o valor inclui viagens e combustível de aeronave doados por empresários.
"Isso não é conversa séria. Ele tem que prestar contas dos aviões em que anda", disse Kalil.
"Quando ele fala que o cara está dando um avião para ele fazer campanha política e não quer nada em troca, é acreditar em Papai Noel", completou o candidato do PDT ao governo de Minas.
O que mostram os registros do TSE
Segundo a plataforma do TSE, até 18 de setembro Cleitinho havia gasto R$ 669,3 mil dos R$ 17,7 milhões liberados para a campanha, em propaganda, material impresso, serviços contábeis e combustível.
Entre as doações privadas registradas, R$ 719 mil vieram de empresários e incluem, conforme a própria prestação de contas, viagens, combustíveis e serviços de atendimento à aeronave. Nenhum desse valor veio do fundo partidário.
O caso já motivou investigação preliminar do Ministério Público, aberta após denúncia de que empresários do Alto Paranaíba cederam dois aviões à campanha. A apuração do MP tramita na 210ª Zona Eleitoral de Patos de Minas, que ainda não decidiu se abre inquérito.
O que diz Cleitinho
A equipe de Cleitinho não respondeu ao pedido de comentário do Estado de Minas até a publicação da reportagem original. Em entrevista à TV Globo, o candidato já havia negado que favoreceria doadores de campanha caso seja eleito.
Kalil, por sua vez, também recebe recursos volumosos para a própria candidatura. Ele tem a maior verba de fundo partidário entre os candidatos ao governo de MG, com R$ 14 milhões repassados pelo PDT.
O ex-prefeito arrecada 22 vezes mais que Cleitinho, apesar de aparecer atrás nas pesquisas de intenção de voto.
O que acontece agora
A eleição para governador de Minas Gerais tem 1º turno em 4 de outubro. As prestações de contas de campanha seguem sob fiscalização do TSE até o fim do pleito, incluindo os valores citados por Kalil.
Cleitinho, Kalil e Patrus já faltaram juntos a um debate nesta reta final da campanha, episódio que gerou críticas de outros candidatos.































































































































