O deputado federal Marcelo Aro (PP), candidato ao Senado por Minas Gerais, viu o apoio de prefeitos mineiros esfriar depois de romper com o governador Mateus Simões e o senador Cleitinho Azevedo. Aro comandou R$ 3,3 bilhões em convênios e emendas como secretário de Governo até abril.
Por que Aro perdeu força com os prefeitos
Aro rompeu oficialmente com Simões em 16 de julho, depois de articular apoio para uma candidatura própria ao governo de MG. Também se afastou do senador Cleitinho Azevedo, hoje candidato ao governo pelo Republicanos.
Segundo interlocutores ouvidos pelo jornal O Tempo, a saída da Secretaria de Governo (Segov) reduziu a influência de Aro sobre a máquina estadual e sua capacidade de cumprir compromissos com prefeituras.
"Minas tem 853 prefeitos. Eu tenho o apoio declarado e público de 844 prefeitos. Só nove não me apoiam", disse Aro em 1º de julho, ao programa Café com Política, antes do rompimento com Simões se tornar público.
O dinheiro no centro da briga
Como secretário, Aro administrou R$ 3,3 bilhões em convênios e emendas dentro da Segov só em 2026. Desse total, R$ 2,1 bilhões já estavam empenhados, aguardando execução, e outros R$ 2,4 bilhões estavam previstos em emendas parlamentares na Lei Orçamentária do ano.
"Eu espero, para o bem de Minas e do próprio Aro, que ele não tenha tentado vincular liberação de recursos ao apoio de absolutamente ninguém, porque isso é crime", disse Simões em julho, sem apontar um caso concreto.
"Essa traição do Aro é um dos problemas da política brasileira", disse o ex-governador Romeu Zema, hoje pré-candidato à Presidência. "Esses acordos pelas costas são a mesma velha política que quebrou Minas", completou.
Aro nega ter traído Simões e diz que foi traído por ele, chamando o governador de "mentiroso" e "chiliquento". Ao ex-governador Zema, que o chamou de "ave de rapina", Aro respondeu perguntando por que ele próprio não desistiu da corrida presidencial com "2% nas pesquisas".
Aro diz seguir na disputa pelo Senado e afirma estar trabalhando para viabilizar a candidatura de Cleitinho ao governo de MG, mesmo sem o apoio de Simões.

















































































