As chapas ao governo de Minas Gerais ficaram definidas nesta quarta-feira (5), última data das convenções partidárias. Mateus Simões (PSD), governador em exercício, terá Danilo de Castro como vice. Patrus Ananias (PT) leva Jarbas Soares, ex-procurador de Justiça, depois de o PSB pressionar o petista para aceitar a vaga.
Simões, que assumiu o governo em março após Romeu Zema deixar o cargo para concorrer à Presidência, tem o apoio da federação União-PP, além de Novo, PRD, Solidariedade e Avante. Já Patrus Ananias é apoiado por PT, PSB, Rede, PSOL, PV e PCdoB, com Marília Campos (PT) e Áurea Carolina (PSOL) como candidatas ao Senado pela coligação. Alexandre Kalil (PDT) fechou chapa com Carlos Mosconi (PSDB) como vice, e Gabriel Azevedo (MDB) terá a vereadora de Montes Claros Maria Helena de Quadros Lopes. Flávio Roscoe (PL) ainda não definiu o vice.
Por que Jarbas Soares hesitou em aceitar a vaga?
Jarbas Soares inicialmente preferia disputar uma vaga ao Senado, e um grupo do PSB pressionava a direção estadual do partido para mantê-lo nessa disputa. A confirmação como vice só veio depois de lideranças nacionais do PSB, como o prefeito do Recife João Campos e o vice-presidente Geraldo Alckmin, ligarem para convencê-lo — a avaliação era de que uma candidatura ao Senado poderia não prosperar diante da força política de Marília Campos, a principal nome do PT ao Senado no estado.
Ainda ficou pendente a situação do senador Cleitinho Azevedo, que segue em impasse com o Republicanos sobre uma eventual candidatura ao governo do estado.














