O senador Cleitinho (Republicanos-MG) anunciou nesta segunda-feira (3) que não será candidato ao governo de Minas Gerais em 2026, mesmo liderando as pesquisas com até 38% dos votos. Em vídeo ao lado da cúpula do partido, ele chorou, pediu perdão aos mineiros e citou a morte do irmão, Matheus Azevedo, vítima de leucemia, como motivo.

"Eu quero me dirigir aqui ao povo mineiro, pedir perdão, porque meu momento não está fácil para mim e para minha família", disse Cleitinho no vídeo, gravado em Brasília ao lado do presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, e do presidente estadual do partido em Minas, deputado federal Euclydes Pettersen.

Como foi o anúncio?

Segundo Marcos Pereira, a mãe de Cleitinho, de 67 anos, perdeu o marido há dois anos e agora perdeu também um dos filhos. O senador afirmou não ter condição emocional de entrar na disputa pelo governo estadual neste momento.

O anúncio encerra um impasse que já durava semanas dentro do partido. Na quinta-feira anterior (30/7), Cleitinho se reuniu por mais de cinco horas com Marcos Pereira e Euclydes Pettersen em São José dos Campos (SP), sem resolver a situação. Dias antes, em Divinópolis, sua cidade natal, o senador havia feito uma coletiva de imprensa afirmando que seria candidato, na contramão do que o Republicanos já vinha sinalizando desde 29 de julho.

O que muda na disputa pelo governo de MG?

Cleitinho aparecia como líder isolado nas intenções de voto para o governo de Minas, com 36% a 38% no primeiro turno, conforme pesquisa Real Time Big Data divulgada em 30 de julho (campo de 25 a 29/7, 2.000 entrevistados, margem de erro de 2 pontos, registro no TSE MG-06475/2026), contratada com recursos próprios do instituto. No cenário testado, Alexandre Kalil (PDT) aparecia em segundo lugar, com 15%, seguido por Patrus Ananias (PT), com 14%.

A decisão não afeta o mandato de senador de Cleitinho, que segue até 2030.