O Republicanos de Minas Gerais registrou na madrugada desta quinta-feira (6) na Justiça Eleitoral a ata que garante candidaturas próprias a governador, vice-governador e senador, sem citar o nome do senador Cleitinho Azevedo. Líder nas pesquisas, ele teve a candidatura rejeitada pela cúpula nacional do partido, e o ex-prefeito Luís Eduardo Falcão desponta como alternativa.

O documento, assinado pelo presidente estadual do partido, deputado federal Euclydes Pettersen, estabelece que a definição dos nomes ao governo, à vice-governança e ao Senado ficará a cargo da presidência estadual — mas mantém em aberto a possibilidade de uma chapa pura encabeçada por Cleitinho até o prazo final de registro de candidaturas, em 15 de agosto.

O impasse se arrasta desde o início de agosto. Em 3 de agosto, Cleitinho anunciou que desistia da candidatura ao governo de Minas, mesmo liderando as pesquisas de intenção de voto. No dia seguinte, voltou atrás e fez um apelo público durante a convenção nacional do Republicanos, em Brasília, para que o partido autorizasse sua volta à disputa — e recebeu resposta negativa da direção nacional.

O presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, afirmou que o partido não pode "brincar com a vida das pessoas" diante das indecisões repetidas do senador. Com a rejeição, ganhou força o nome do ex-prefeito de Patos de Minas Luís Eduardo Falcão, hoje presidente da Associação Mineira dos Municípios (AMM), que era cotado para vice na chapa de Cleitinho e agora desponta como opção para encabeçá-la. Para o Senado, as negociações internas do partido, em 5 de agosto, passaram a mencionar o nome do ex-secretário estadual Marcelo Aro (PP).