O primeiro debate presidencial de 2026 acontece neste domingo (23), às 20h, na TV Bandeirantes, sem Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Confirmaram presença Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).

A campanha de Lula avisou a Band que o presidente não compareceria por enfrentar cinco adversários ao mesmo tempo, em desvantagem numérica. A campanha de Flávio Bolsonaro seguiu o mesmo caminho: decidiu só participar de debates de 1º turno quando Lula também estiver no palco.

Por que os púlpitos ficam vazios

A Band optou por manter no estúdio os dois púlpitos que haviam sido reservados a Lula e Flávio no sorteio feito com as campanhas. Da esquerda para a direita: Renan Santos, os dois espaços vazios, Caiado, Cury e Zema.

Há um precedente para a cadeira simbólica.

Em 2006, a Globo já havia mantido um púlpito vazio para Lula, que também faltou a um debate presidencial, e os candidatos presentes puderam fazer perguntas diretas ao ausente.

O formato de hoje tem duas partes: rodadas programáticas, com a mesma pergunta para todos e 2 minutos de resposta por candidato, e perguntas de jornalistas do Grupo Bandeirantes, com 1 minuto para formular e 4 minutos de resposta, já incluindo réplica e tréplica.

Só participa quem representa partido com pelo menos cinco parlamentares no Congresso e registro de candidatura deferido.

A ausência dos dois nomes mais bem colocados nas pesquisas abre uma janela de exposição maior para Caiado, Zema, Renan Santos e Cury.

O debate chega logo no início da campanha oficial, iniciada na semana passada com os primeiros atos de rua de Lula e Flávio Bolsonaro no Rio.

O caso à parte de Pablo Marçal

O influenciador Pablo Marçal (PRTB) tentou entrar no debate e foi barrado. O TSE o impediu de participar de confrontos, propaganda gratuita e atos formais de campanha até decidir sobre o registro dele, que está inelegível até 2032 por condenação eleitoral mantida pelo TRE-SP.

Campanhas de outros presidenciáveis também pressionaram a Band a não convidá-lo, sob o argumento de que o PRTB não participou das reuniões que fecharam as regras do debate.

Mesmo barrado, Marçal prometeu aparecer: "de qualquer jeito, do lado de dentro ou do lado de fora", disse, sinalizando que pretende transformar a área externa da emissora em palco de protesto.