A campanha ao governo de Minas Gerais começou neste domingo (16) com 11 candidaturas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma a mais que em 2022. O prazo de registro terminou no sábado (15), às 19h. Cinco dos concorrentes se enfrentam às 20h no debate da Band Minas.
Segundo a lista do TSE, disputam o cargo o governador Mateus Simões (PSD), o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e o ex-ministro Patrus Ananias (PT).
Completam o quadro o empresário Flávio Roscoe (PL), presidente licenciado da Fiemg, e Gabriel Azevedo (MDB), ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte. Também concorrem Ben Mendes (Missão), Henrique Áreas (PCO), Indira Xavier (UP), Túlio Lopes (PCB) e Rafael Duda (PSTU).
São dez homens e uma mulher.
Indira Xavier, coordenadora do Movimento de Mulheres Olga Benário, é a única mulher cabeça de chapa. A média de idade é de 49 anos, segundo os registros no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG).
O cargo está em jogo porque Romeu Zema (Novo) renunciou ao governo em 22 de março para concorrer à Presidência. Simões, eleito vice na chapa dele em 2022, assumiu o Executivo estadual e tenta a reeleição.
Quatro chapas têm coligação. Simões encabeça a Minas no Caminho Certo, de oito partidos e federações, com Danilo de Castro (União Brasil) de vice. Cleitinho vai pela Minas é do Povo (Republicanos e Podemos), com Luís Eduardo Falcão.
Kalil lidera a Cuidar de Minas (PDT e federação PSDB/Cidadania), ao lado de Carlos Mosconi (PSDB). Patrus tem Jarbas Soares (PSB) na vice, pela Pra Minas Gerais Voltar a Sonhar. As outras sete candidaturas correm sem coligação.
Como está a disputa nas pesquisas
A Quaest, contratada pelo Banco Genial, ouviu 1.482 eleitores entre 22 e 26 de julho. No cenário estimulado, Cleitinho aparece com 35%, seguido por Kalil (12%), Patrus (10%), Simões (6%) e Gabriel Azevedo (4%).
A margem de erro é de 3 pontos percentuais, o nível de confiança é de 95% e o registro no TSE é o MG-03490/2026.
O Real Time Big Data, que contratou a própria pesquisa, ouviu 2.000 eleitores entre 25 e 29 de julho. Cleitinho oscila entre 36% e 38% nos cenários estimulados, contra 15% de Kalil, 14% de Patrus e faixa de 10% a 11% de Simões.
Essa pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais, 95% de confiança e registro MG-06475/2026. Na pergunta espontânea, sem lista de nomes, 66% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
Onde cada candidato abre a campanha
Segundo as agendas divulgadas pelas campanhas, Kalil abre o dia às 9h na Praça do Cardoso, com caminhada pelo Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte.
Simões começa em culto na Igreja Vila, em Nova Lima, às 11h. Cleitinho larga às 16h em Medina, no Vale do Jequitinhonha.
Indira Xavier tem ato marcado na Praça Sete e Rafael Duda distribui panfletos na Feira Hippie. Roscoe e Patrus passam o primeiro dia fora do estado, nos lançamentos das candidaturas de Flávio Bolsonaro, em Copacabana, e de Lula, em São Bernardo do Campo.
O debate da Band Minas, marcado para as 20h, reúne cinco dos 11 concorrentes. A legislação exige representação mínima de cinco parlamentares no Congresso Nacional para que a participação seja obrigatória.
Patrus é o único dos quatro mais bem colocados nas pesquisas fora do debate. O deputado federal "fez de tudo para viabilizar a ida ao encontro", mas não conseguiu voo comercial que chegasse a tempo a Belo Horizonte, informou a assessoria dele.
Em 2022, dez candidatos disputaram o governo mineiro. Zema venceu no primeiro turno com 56,18% dos votos e Kalil ficou em segundo, com 35,08%, então filiado ao PSD. Cinco concorrentes não chegaram a 1%.
O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro, conforme o calendário fixado pela Resolução TSE nº 23.760.
Quantas candidaturas chegam ao debate de TV
Seis das 11 candidaturas ficam fora do debate desta noite pela regra de representação no Congresso Nacional. Em 2022, com dez concorrentes, a eleição mineira terminou na primeira votação. O calendário do TSE reserva 25 de outubro para um eventual segundo turno.


























