O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), criticou neste sábado (22) a falta de experiência administrativa do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), seu principal adversário na disputa pelo governo do estado. Em evento de campanha no Mercado Central, em Belo Horizonte, Simões chamou o rival de "amigo", mas disse que ele "não tem experiência administrativa".

"É um amigo, mas que não tem experiência administrativa e que tem propostas muito parecidas com as nossas", afirmou o governador, que concorre à reeleição em outubro.

Simões questionou: "quem é que já administrou e dá conta dos problemas que a gente tem pela frente?". Ele também chamou Cleitinho de "a pessoa que mais marca recall na direita" mineira.

O governador citou ainda o deputado Flávio Roscoe (PL), presidente licenciado da Fiemg e também candidato ao governo de MG. Segundo Simões, as propostas dos rivais se parecem com as suas, mas sem o mesmo histórico à frente de um governo.

Roscoe também aparece na pesquisa Datafolha divulgada nesta semana sobre a disputa mineira, na qual se apresenta como o único candidato de direita na corrida.

Como Cleitinho responde a esse tipo de crítica?

Cleitinho já havia rebatido publicamente o mesmo argumento antes desta campanha. Em vídeo de abril de 2025 gravado no plenário do Senado, ele rebateu o argumento.

"Estou liderando as pesquisas para governador em MG. Alguns políticos tradicionais estão dizendo que eu não tenho experiência administrativa. Aqui está minha resposta a eles", disse na ocasião.

A estratégia do senador é valorizar a proximidade com a população e a fiscalização de governos, em vez de disputar currículo administrativo com os adversários.

Mesmo o hoje pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo), antecessor de Simões no governo de MG, já classificou Cleitinho como "um excelente e atuante senador". Ao mesmo tempo, defendeu a importância da experiência de gestão para o cargo.

O que está em jogo na disputa mineira

Simões assumiu o Palácio Tiradentes em 22 de março de 2026, quando Zema deixou o cargo para se dedicar à pré-campanha presidencial.

A crítica à falta de vivência em cargos executivos é um dos eixos que se repetem na disputa mineira desde pelo menos abril de 2025.

Cabe ao eleitor decidir, em outubro, se a experiência administrativa pesa mais do que a proximidade com a população na escolha do próximo governador de Minas.