O Republicanos confirmou nesta sexta-feira (7) a candidatura do senador Cleitinho (MG) ao governo de Minas Gerais, depois que ele pediu desculpas por escrito ao presidente nacional do partido, Marcos Pereira. Cleitinho havia oscilado sobre concorrer após a morte do irmão, Matheus Azevedo, de leucemia, em 18 de julho.

A confirmação aconteceu em coletiva de imprensa em Divinópolis, no Centro-Oeste mineiro, onde Cleitinho telefonou publicamente para Marcos Pereira para selar o aval. Antes, na convenção nacional do partido, o presidente do Republicanos havia rejeitado a candidatura, argumentando contra colocar o governo do estado "nas mãos de alguém com posições instáveis". O recuo veio sob pressão de candidatos proporcionais do partido em Minas Gerais e do desempenho de Cleitinho nas pesquisas estaduais.

Por que Cleitinho tinha anunciado desistência

Em carta enviada a Marcos Pereira na quinta-feira (6), Cleitinho admitiu que a morte do irmão o levou a decisões precipitadas: "eu ainda estou muito abalado, no sentimento, com a morte do meu irmão. Foi uma dor muito grande", escreveu. "Acabei tomando decisão em cima da emoção, sem pensar direito nas consequências."

Os compromissos assumidos na carta

Na mesma carta, reconheceu o desgaste causado: "isso trouxe preocupação e transtorno pra todo mundo que trabalha e confia no Republicanos." Como compromisso, prometeu dedicação integral à própria campanha e à dos candidatos do partido, disse que abriria mão dos fundos eleitoral e partidário e garantiu permanência na disputa até o fim do período eleitoral.