O PDT oficializou neste domingo (26) a candidatura de Alexandre Kalil ao governo de Minas Gerais para as eleições de 2026. A convenção aconteceu na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e foi conduzida pelo presidente nacional do partido, Carlos Lupi, e pelo líder estadual, Mário Heringer.
Ex-prefeito de Belo Horizonte, Kalil disputa o Palácio Tiradentes pela segunda vez — em 2022, foi derrotado ainda no primeiro turno pelo governador Romeu Zema (Novo). Na convenção, Kalil adotou tom crítico à gestão estadual das contas públicas: "É muita responsabilidade assumir o governo de Minas", afirmou, ao citar R$ 280 bilhões em incentivos fiscais concedidos por Minas Gerais nos últimos 12 anos e defender prioridade para saúde, educação e segurança pública.
Chapa ainda incompleta
A candidatura foi lançada com a chapa majoritária incompleta — o PDT oficializou nesta etapa apenas candidaturas a deputado estadual e federal, deixando para a executiva estadual do partido a definição de vice-governador, candidato ao Senado e suplentes. Segundo o partido, as negociações para fechar a composição devem se intensificar agora que a candidatura de Kalil está formalizada, com conversas em andamento com PSDB, União Brasil, PP e, mais recentemente, o Republicanos.
Questionado sobre um possível recuo do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), hoje líder nas pesquisas para o governo de Minas, Kalil respondeu de forma estratégica: "Quando um candidato sai, sobra alguma coisa para alguém. Espero que sobre mais para mim". O candidato do PDT evitou polemizar sobre uma eventual aliança com o PT no estado, mantendo o discurso em aberto sobre alianças.
A campanha de Kalil adotou o slogan "É hora de quem entrega", em referência à sua passagem pela Prefeitura de Belo Horizonte, que administrou entre 2017 e 2022.
















