O senador Cleitinho (Republicanos) anunciou nesta segunda-feira (3) que não vai disputar o governo de Minas Gerais, por causa da morte do irmão. Ele liderava as pesquisas com 35% (Genial/Quaest, julho) e sua saída reabriu a corrida: PL, Republicanos e PP agora articulam o ex-secretário Marcelo Aro (PP) como nome de consenso da direita mineira.
Segundo o Real Time Big Data, no cenário sem Cleitinho o campo passa a ser liderado por Alexandre Kalil (PDT), com 20%, seguido por Patrus Ananias (PT), com 17%, e Marcelo Aro (PP), com 15%. O governador Mateus Simões (PSD) aparece com 10% no mesmo levantamento — a Gazeta do Povo cita o governador com 6% em pesquisa própria, número que diverge do instituto anterior. Gabriel Azevedo (MDB) fecha a lista com 8%. O Real Time Big Data ouviu 2 mil pessoas entre 25 e 29 de julho, margem de erro de 2 pontos (registro TSE MG-06475/2026); a Genial/Quaest, contratada pelo Banco Genial, ouviu 1.482 pessoas entre 22 e 26 de julho, margem de erro de 3 pontos (registro TSE MG-03490/2026).
Por que Cleitinho desistiu
O senador alegou necessidade de cuidar da família e da própria saúde emocional após a morte do irmão. O Republicanos já havia interrompido formalmente as negociações com ele depois de sua ausência na convenção estadual do partido, em 25 de julho, afirmando em nota que "o partido esteve pronto", mas faltou "a decisão inequívoca de quem deveria ser, em primeiro lugar, candidato de si mesmo". O PL, por sua vez, mantinha Cleitinho como prioridade, mas já admitia dúvidas sobre o alinhamento político do senador.
Como Marcelo Aro virou o nome da vez
Marcelo Aro, ex-secretário da Casa Civil do governador Romeu Zema (Novo), havia deixado as negociações estaduais para tentar uma vaga ao Senado, mas voltou à disputa pelo governo depois que o PSD filiou o senador Carlos Viana. Em reunião em Brasília, no dia 28 de julho, o articulador Rogério Marinho, os deputados Zé Vitor e Domingos Sávio (PL) e o representante da Fiemg, Flávio Roscoe, discutiram o nome; pelo Republicanos, Marcos Pereira concordou por telefone que a indefinição não poderia se prolongar. O prazo do TSE para o registro de candidaturas termina em 15 de agosto.














