A Federação União Progressista (União Brasil e PP) fechou apoio à reeleição do governador Mateus Simões (PSD) na noite de 5 de agosto, com o ex-deputado Danilo de Castro na vice. O acordo isolou Marcelo Aro, que havia rompido com Simões para tentar o governo e agora disputa o Senado sozinho.

A coligação de Simões reúne PSD, União-PP, Novo, PRD-Solidariedade e Avante. A chapa ao Senado terá três candidaturas avulsas dentro do mesmo campo político: Marcelo Aro (PP), o senador Carlos Viana (PSD) e Marco Antônio Costa, conhecido como "Superman" (Novo). Aro e Simões chegaram a romper publicamente; a articulação de Aro por uma candidatura própria ao governo foi tratada pelo governador e por Romeu Zema como traição.

PT repete aliança nacional em Minas

O PT lançou Patrus Ananias como candidato ao governo, com o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares Júnior na vice pelo PSB. A chapa reproduz em Minas a aliança nacional entre o presidente Lula (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). A coligação de Patrus tem ainda PV e PCdoB, com Marília Campos (PT) e Áurea Carolina (PSOL) na disputa pelo Senado.

Outras chapas definidas

Alexandre Kalil (PDT) terá o médico e ex-deputado federal Carlos Mosconi (PSDB) como vice. Gabriel Azevedo (MDB) definiu a vereadora de Montes Claros Maria Helena de Quadros Lopes (MDB) como companheira de chapa. Flávio Roscoe (PL) ainda não fechou o nome do vice, mas já tem o deputado federal Domingos Sávio como candidato ao Senado.

As definições fecham o quadro de convenções na disputa pelo governo de Minas, que já teve a candidatura do senador Cleitinho (Republicanos) confirmada em capítulo anterior desta mesma semana de negociações.