O PDT oficializou neste domingo (26) a candidatura de Alexandre Kalil, de 67 anos, ao governo de Minas Gerais. A convenção começou por volta das 9h na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Belo Horizonte, e reuniu filiados, pré-candidatos a deputado federal e estadual e representantes de partidos que ainda negociam espaço na chapa.
Ex-prefeito da capital mineira entre 2017 e 2022, Kalil disputa o Palácio Tiradentes pela segunda vez. Em 2022, ficou em segundo lugar, derrotado ainda no primeiro turno por Romeu Zema. Desta vez, chega ao pleito filiado ao PDT desde outubro de 2025, quando deixou o PSD.
Dívida do estado no centro do discurso
O eixo da fala do ex-prefeito foi a situação financeira de Minas. Kalil afirmou que, se eleito, pretende iniciar uma eventual renegociação do acordo de dívida do estado com a União já no período de transição — tema que atravessa as duas últimas administrações estaduais e pesa sobre a capacidade de investimento do governo mineiro.
A partir daí, o pedetista concentrou as críticas na atual gestão. Ele avaliou como insuficiente o desempenho do estado em saúde, educação, segurança pública e investimento em infraestrutura, e resumiu o ataque a Zema e ao atual governador em uma frase: pagar a folha de pagamento não é projeto de Estado.
Mateus Simões (PSD) comanda Minas desde 22 de março de 2026, quando assumiu no lugar de Zema, que renunciou para disputar a Presidência da República. Eleito vice na chapa de 2022 pelo Novo, Simões migrou para o PSD em outubro de 2025 em busca de sustentação para a própria candidatura e agora tenta a permanência no cargo.
Chapa incompleta e alianças em aberto
Apesar da definição do nome ao governo, o PDT saiu da convenção sem anunciar o candidato a vice-governador e sem indicar quem terá o apoio do partido para as duas vagas mineiras no Senado. O presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, participou do encontro e afirmou que as conversas seguem abertas com PSDB, Solidariedade, União Brasil e Progressistas. O ex-governador Aécio Neves é um dos nomes cogitados para a disputa ao Senado, sem acordo fechado até o momento da convenção.
Lupi também tratou da relação entre o palanque mineiro e o nacional. Segundo o dirigente, o apoio do PDT à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva não interfere na campanha de Kalil em Minas, porque as alianças estaduais seguem lógica própria e são definidas conforme a realidade política de cada estado — o que mantém o pedetista em uma posição declaradamente independente no estado.
A corrida mineira ainda não está fechada. O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), apontado como favorito nas sondagens deste ano, não definiu se entra na disputa. Na pesquisa Genial/Quaest divulgada em abril, Cleitinho aparecia com 30% das intenções de voto, seguido por Kalil, com 14%, e pelo senador Rodrigo Pacheco, com 8%; Simões marcava 4%. O levantamento ouviu 1.482 eleitores mineiros em entrevistas presenciais entre 22 e 26 de abril de 2026, foi contratado pelo Banco Genial, tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%, com registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo MG-08646/2026.
Também já confirmado, Túlio Lopes (PCB) foi oficializado em convenção com chapa pura. Gabriel Azevedo (MDB) segue no páreo, enquanto a federação União-PP e o Podemos ainda discutem em qual palanque desembarcam.
















