O Brasil registrou 18 casos de sarampo em 2026, 16 deles em São Paulo, enquanto segue a Campanha Nacional de Multivacinação, que vai até 1º de setembro. A campanha oferece 14 vacinas e tem como foco crianças e adolescentes com esquema vacinal incompleto.

A campanha começou em 3 de agosto e teve seu Dia D neste sábado (22), com mobilização em todo o país. Entre as vacinas ofertadas estão BCG, tríplice viral, poliomielite, HPV, febre amarela e as doses contra covid-19 e influenza.

"Um país pode apresentar cobertura vacinal razoável e, ainda assim, possuir municípios com acúmulo de crianças não vacinadas", explica Lucas Albanaz, diretor clínico do Hospital Santa Lúcia Gama.

Para reduzir o risco de surtos de forma consistente, a recomendação é que 95% da população esteja protegida com duas doses da vacina tríplice viral, que imuniza contra sarampo, caxumba e rubéola.

O sarampo se espalha com facilidade porque o vírus permanece ativo no ar por horas. "Partículas respiratórias suspensas no ar por muitas horas contêm quantidades significativas de vírus", explica o infectologista André Bon, do Hospital Brasília.

O que as autoridades fazem diante de um caso

A resposta a um caso confirmado inclui notificação à vigilância epidemiológica, isolamento do paciente, identificação de contatos e vacinação de bloqueio na região afetada. Em situação de surto, a vacinação pode ser ampliada para crianças a partir dos 6 meses de idade.

Quem pode se vacinar até setembro

A Campanha Nacional de Multivacinação é voltada a quem está com o cartão de vacinação atrasado, com prioridade para crianças e adolescentes menores de 15 anos. O prazo para procurar um posto de saúde vai até 1º de setembro.