A dívida de R$ 179,3 bilhões de Minas Gerais com a União dominou parte do primeiro debate ao governo do estado, promovido pela TMC com a TV Sim Brasil.
Ben Mendes (Missão) e Gabriel Azevedo (MDB) apresentaram planos concorrentes para equacionar as contas, enquanto Ben Mendes e Flávio Roscoe (PL) discordaram sobre como explorar as reservas de terras raras do estado.
Duas fórmulas para pagar a dívida
"Eu defendo três eixos", disse Ben Mendes: uma auditoria da dívida, uma negociação da União com o Estado no STF para preservar o pacto federativo, e um ambiente de negócios para atrair capital. "Aumentaremos com isso a receita do Estado e pagaremos a dívida", afirmou.
Gabriel Azevedo defendeu um caminho diferente, citando outro estado como exemplo. "É completamente possível fazer, porque já teve quem fez: o Espírito Santo, que foi governado por um grande político, o Paulo Hartung, pegou uma situação ainda pior do que a nossa", disse.
Ele resumiu o próprio plano em uma frase: "Reconhecer sem perder tempo essa dívida de 179,3 [bilhões], entrar na condicionante sem juros de parcelamento, equilibrar as contas gastando menos do que se arrecada e, sobretudo, não roubar e não deixar roubar."
Terras raras viram acusação entre candidatos
Ben Mendes defendeu um pacto para industrializar as terras raras encontradas em Poços de Caldas dentro do próprio estado. "As empresas que explorarem as terras raras vão beneficiar aqui e instalar as indústrias para a utilização do produto aqui", disse.
Ele acusou Flávio Roscoe de já ter defendido, em entrevista, que uma empresa pudesse exportar o minério bruto sem processá-lo em Minas.
Flávio Roscoe rebateu a acusação em tom alterado. "Você está distorcendo a minha resposta", disse.
"Se tem alguém no Brasil que investiu nesse segmento de terra rara, fui eu, que comprei um laboratório com uma tecnologia única e uma planta de ímãs permanentes, a única das Américas", completou, citando um investimento feito em 2023.
O que fica em aberto
Terminado o debate, os apresentadores da TMC observaram que nenhum candidato detalhou de onde sairia o dinheiro para bancar as promessas. "De onde vai sair o dinheiro para fazer algumas das coisas que eles propuseram aqui para a gente?", questionou uma das apresentadoras da TMC.














































































































