Ben Mendes e Gabriel Azevedo protagonizaram o momento mais tenso do 1º debate ao governo de Minas Gerais, promovido pela TMC com a TV Sim Brasil em 2 de setembro. Os dois trocaram acusações mútuas de espalhar fake news, e Ben Mendes chegou a afirmar que um "conluio" entre candidatos tentava barrar sua participação em debates.
"Conluio" e acusações de fake news marcam o primeiro embate
Logo na primeira pergunta do debate, feita por Gabriel Azevedo sobre a dívida do Estado, Ben Mendes abriu a resposta acusando outros candidatos de tentarem excluí-lo da disputa. "Há um conluio entre alguns candidatos que querem me retirar do debate por terem medo das ideias que nós estamos aqui para debater", afirmou, sem citar nomes. "Se eu não aparecer em mais nenhum debate, saibam que é pelo conluio que há entre candidatos para que eu não participe."
Na sequência, ainda na mesma resposta, Ben Mendes acusou Gabriel de "espalhar fake news" ao comentar a ausência dele de um debate anterior, promovido pela TV Horizonte, e por não ter o plano de governo disponível no sistema do TSE. Gabriel rebateu na réplica, perguntando "por que que até agora o plano do senhor não está publicamente disponível no sistema do TSE". Ben Mendes respondeu que o documento havia sido "apresentado ao TSE no dia 14 de agosto" e devolveu a acusação: "você veio aqui para espalhar fake news?"
Gabriel usa dois direitos de resposta; Ben Mendes tem pedido negado
As farpas se estenderam pelos quatro blocos do debate. Ao responder pergunta da jornalista Letícia Benasse sobre feminicídio, Ben Mendes voltou a atacar o adversário: "Antes de responder a pergunta, eu quero dizer que o Gabriel vai sair daqui conhecido como o Gabriel Mentirinha", disse, classificando-o como "conhecido em Belo Horizonte pela sua passividade".
Gabriel obteve dois direitos de resposta ao longo da noite, concedidos pela banca de advogados que acompanhou a transmissão, após trechos em que se sentiu diretamente atacado. Mais tarde, Ben Mendes também pediu um direito de resposta, mas o pedido foi negado: segundo a organização, as regras do debate não previam nova resposta naquele momento.
No quarto e último bloco de perguntas, Ben Mendes questionou se Gabriel representava "a velha política", citando convites que o adversário recebeu do atual governo e de partidos de esquerda para compor chapas. Gabriel respondeu defendendo a estrutura do MDB: "o nosso partido de 60 anos tem muitos defeitos, mas não tem dono", disse, contrapondo à alegação, feita por ele próprio, de que o partido Missão não tem "um vereador, um deputado estadual, um governador, um prefeito que seja cá de contar".
A troca de acusações levou os advogados presentes a intervir mais de uma vez durante a noite para avaliar pedidos de direito de resposta, e o clima seguiu tenso até as considerações finais, quando os dois candidatos voltaram a se dirigir diretamente um ao outro da tribuna.














































































































