No 1º debate ao governo de Minas Gerais, promovido pela TMC com a TV Sim Brasil em 2 de setembro, os três candidatos presentes apresentaram propostas contra o feminicídio, crime que somou 177 casos no Estado em 2025 e colocou Minas na segunda posição do país em mortes de mulheres por razão de gênero, atrás de São Paulo.
Dado alarma: 78 casos só no 1º semestre de 2026
A pergunta sobre feminicídio partiu da jornalista Letícia Benasse, da TMC, dirigida a Ben Mendes (Missão). Segundo ela, Minas Gerais registrou 177 feminicídios em 2025, ante 169 em 2024, e já somava 78 casos no primeiro semestre de 2026. "O Estado ocupa a segunda posição geral do país em quantidade de morte de mulheres por razão de gênero. A gente fica atrás apenas de São Paulo", disse a jornalista.
Ben Mendes respondeu defendendo a prevenção como eixo central da proposta. "Nós pretendemos ter redes de apoio de mulheres em igrejas, em escolas, em universidades para que essas mulheres saibam identificar qual é o contexto de uma violência", afirmou, prometendo também uma "secretaria especializada em tratar a pasta dos assuntos sobre as mulheres" e aumento de penas para agressores.
Letícia cobrou detalhes na réplica, perguntando "como é que isso vai ser feito na prática" e alertando que "depois que a violência já aconteceu, o feminicídio já aconteceu, a gente não tem mais o que fazer", ao questionar que estrutura seria criada para agir antes de a violência começar. Ben Mendes respondeu prometendo "fóruns" nas escolas, igrejas e universidades para debater como identificar situações de violência, além da secretaria especializada já anunciada.
Flávio propõe câmeras de reconhecimento facial; Gabriel cita "feminicídio zero"
Mais tarde, questionado por Gabriel Azevedo sobre uma fala do ex-presidente Jair Bolsonaro classificando feminicídio como "mimimi", Flávio Roscoe (PL) discordou do tom e defendeu tolerância zero para qualquer tipo de violência. "Não tem crime mais hediondo ou menos hediondo de acordo com sexo. Todo ele deve ser combatido", disse. Como medida concreta, propôs "instalar 200 mil câmeras de reconhecimento facial" por todo o Estado, para monitorar agressores condenados perto da casa das vítimas.
Gabriel Azevedo, que fez a pergunta, defendeu a própria proposta batizada de "feminicídio zero", com uma rede de apoio a mulheres que sofreram violência a ser conduzida por sua candidata a vice-governadora, Maria Helena. Na réplica, insistiu que Flávio Roscoe evitava dizer se concordava ou discordava da frase atribuída a Bolsonaro.
Nenhum dos três candidatos apresentou, durante o debate, prazo ou orçamento detalhado para as propostas de combate ao feminicídio anunciadas.














































































































