O candidato ao governo de Minas Gerais Gabriel Azevedo (MDB) apresentou três propostas para recuperar as rodovias estaduais no primeiro debate da TMC com a TV Sim Brasil, depois de dados que mostram boa parte da malha em estado ruim.

65,4% das rodovias estão em condição ruim, mostra pesquisa

A pergunta partiu da apresentadora Marina Matos, que citou uma pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT). "65,4% das rodovias mineiras são classificadas como péssimas, regulares ou ruins. Seria preciso 16 bilhões de reais para fazer manutenção", disse.

As três propostas de Gabriel Azevedo

"A primeira proposta é tirar um excesso absurdo de caminhões com sobrepeso do asfalto", respondeu o candidato, defendendo usar os R$ 20 bilhões já disponíveis em Brasília para construir uma malha ferroviária em Minas Gerais.

A segunda proposta é a "publicação de um anuário, justamente que mostra não só a condição dessas estradas, mas onde está pior", para orientar sinalização e pintura nos pontos mais críticos.

A terceira é mudar o modelo de concessão de pedágios. O candidato defendeu cobrar da empresa concessionária que não cumprir o contrato de manutenção, em vez de "só com pedágio entregando a estrada para o empresário".

De onde viria o dinheiro?

Marina Matos rebateu cobrando detalhes do modelo. "A própria pesquisa da CNT mostra que só das rodovias estaduais são 165 pontos críticos", disse, questionando se existe prazo e qual região seria prioridade.

"A gente tem que saber de onde vai vir esse dinheiro", completou, lembrando que Minas tem déficit projetado de R$ 7,67 bilhões para o ano que vem e dívida de R$ 208,6 bilhões.

Gabriel Azevedo respondeu citando a MG-280, entre São João del-Rei e Viçosa, como exemplo de rodovia sem sinalização.

Segundo o candidato, a fonte para pagar as obras seria um fundo alimentado por receita da mineração. "É com este fundo do minério melhor aplicado que a gente melhora as estradas", afirmou.

A proposta de ferrovias também mira essa mesma frota. Gabriel Azevedo disse ter visto "tudo parado e repleto de caminhão" na BR-381 ao voltar de Governador Valadares, cenário que a malha ferroviária ajudaria a desafogar.