A Anvisa determinou nesta quarta-feira (2) a interdição cautelar do lote 110426L5 da água mineral sem gás Vitoriosa, fabricada pela GEPF Agro Indústria, em Engenheiro Paulo de Frontin (RJ). Amostras analisadas em laboratório oficial apresentaram coliformes totais acima do limite da legislação sanitária.
Segundo a agência, as amostras de 250 mL foram analisadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels, no Rio de Janeiro, e receberam parecer insatisfatório.
A análise não identificou Escherichia coli, a bactéria que confirmaria contaminação fecal. Ainda assim, a presença de coliformes totais acima do limite já é suficiente para justificar a medida preventiva.
A interdição é cautelar e temporária. Ela vale enquanto a Anvisa conduz testes e investigações complementares para concluir se o produto pode voltar a ser vendido normalmente.
O lote interditado tem validade até 11 de abril de 2027 e, segundo a fabricante, é comercializado apenas no Rio de Janeiro. O alcance geográfico restrito não muda a orientação para quem já comprou o produto no estado.
A orientação da Anvisa é simples. Enquanto a segurança do produto não for comprovada, quem tem o lote 110426L5 em casa não deve consumir a água.
Não há, até a publicação desta matéria, relato de consumidor que tenha passado mal após ingerir o produto.
É a quarta interdição da Anvisa contra produtos de consumo desde julho. Em julho, a agência já havia proibido a venda de lotes da água Mamba Water por contaminação bacteriana, e um recall por coliformes também havia atingido lotes do Queijo Minas Artesanal da Canastra.
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Nesta mesma quarta-feira, a fiscalização seguiu intensa. A Anvisa também interrompeu a fabricação de produtos de limpeza da Unilever, em Vinhedo (SP), após identificar falhas nas boas práticas de produção.
O que acontece agora
A Anvisa segue com as análises complementares do lote 110426L5 para decidir se a interdição se torna definitiva ou é revogada. Até lá, supermercados e distribuidores do Rio de Janeiro não podem vender o lote.
Quem já comprou o produto deve guardá-lo sem consumir, à espera do resultado das novas análises.


























