Apresentadores e candidatos citaram, ao vivo, uma pesquisa identificada no ar como Quaest durante o 1º Debate ao Governo de Minas Gerais, promovido pela TMC 88,7 FM com a TV Sim Brasil em 2 de setembro. Os números mostravam Cleitinho na liderança, com 29% das intenções de voto, e até 94% de eleitores ainda indecisos.
Corrida sem favorito definido
A pesquisa estimulada, com lista de nomes apresentada ao eleitor, mostrava Cleitinho com 29%, seguido por Patrus Ananias (11%), Alexandre Calil (10%) e o atual governador Mateus Simões (7%). Gabriel Azevedo aparecia com 5%, e Flávio Roscoe e Ben Mendes empatavam com 2% cada, segundo os números lidos pelos apresentadores no pré-debate.
Quando a pergunta era espontânea, sem citar nome de candidato, a indecisão era ainda maior. "Passa de 90%, exatamente", disse um dos apresentadores da TMC. "Chega a bater 94% ao número mais exato", completou outro, distinguindo o resultado da pesquisa estimulada, que apresenta lista de nomes ao entrevistado, da espontânea, sem essa lista.
Ao ser questionado sobre a própria posição na pesquisa, Ben Mendes ouviu da apresentadora Letícia Benassio: "A última pesquisa Quest mostra o senhor com 2%. Como que o senhor enxerga isso?" O candidato do partido Missão atribuiu o resultado à falta de conhecimento do seu nome pelo eleitorado. "Não tem como votar em quem não conhece", disse, acrescentando que a campanha não vai "terminar as eleições com essa porcentagem de forma nenhuma".
Debate pode ajudar quem tem menos verba de campanha
Na análise pós-debate, o analista político Bruno Riz avaliou que a exposição favorece justamente os candidatos com menor intenção de voto registrada até então. "A gente tá pegando justamente os que compareceram, só aqueles que têm intenções de votos menores. Então a margem para crescer para esses candidatos, ela é bem interessante", afirmou.
Riz citou o cenário nacional como comparação, lembrando candidatos presidenciais que cresceram nas pesquisas após aparições em debates dos quais os líderes se ausentaram. Para ele, o debate raramente muda o resultado sozinho, mas amplia o conhecimento do eleitor sobre quem participa, e tende a pesar mais justamente nos nomes que partem de uma base menor.
O volume de candidatos também ajuda a explicar a indecisão, na leitura feita ao vivo pelos comentaristas: com nove nomes pontuando na pesquisa estimulada e nenhum próximo da maioria dos votos válidos, a avaliação no estúdio foi a de que a eleição deve ir para o segundo turno, diferente de estados com corrida mais concentrada em dois postulantes.
A reportagem não teve acesso, durante a transmissão, à ficha técnica completa da pesquisa citada (contratante, período de campo, número de entrevistas e margem de erro). Segundo lembrado no programa, a votação para governador de Minas Gerais está marcada para 4 de outubro, cerca de um mês após o debate.














































































































