A disputa pelo governo de Minas Gerais soma 11 candidatos em 2026, o maior número desde a primeira eleição direta ao cargo, em 1947. Uma nova pesquisa Quaest, registrada no TSE sob o número MG-04060/2026, vai ouvir 1.506 eleitores entre os dias 21 e 24 de agosto para testar seis cenários de segundo turno.

O levantamento de O Fator, que traçou a série histórica, considera as eleições diretas ao governo mineiro desde 1947, quando o cargo passou a se chamar "governador" no lugar de "presidente de estado".

O recorde anterior era de 10 candidaturas, registrado tanto em 2018 quanto em 2022.

Em 1947, na primeira eleição direta após a criação do Tribunal Superior Eleitoral, Minas teve o menor número de candidatos da história: só dois, com a vitória de Milton Campos sobre Bias Fortes.

A nova rodada da pesquisa Quaest foi registrada no TSE sob o número MG-04060/2026. A coleta acontece entre os dias 21 e 24 de agosto, com 1.506 entrevistas presenciais, e a divulgação dos resultados está prevista para 25 de agosto.

Contratada pela Globo Comunicação e Participações S/A e realizada pela Quaest Pesquisas, Consultoria e Projetos, a pesquisa terá nível de confiança de 95%.

A margem de erro prevista é de cerca de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Quais cenários a pesquisa testa?

No primeiro turno, o questionário apresenta os 11 nomes já registrados no TSE.

São eles: Alexandre Kalil (PDT), Ben Mendes (Missão), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Flávio Roscoe (PL), Gabriel Azevedo (MDB), Henrique Áreas (PCO), Indira Xavier (Unidade Popular), Mateus Simões (PSD), Patrus Ananias (PT), Professor Túlio Lopes (PCB) e Rafael Duda (PSTU).

Para o segundo turno são seis combinações possíveis: Kalil contra Cleitinho, Kalil contra Simões, Kalil contra Patrus, Cleitinho contra Simões, Cleitinho contra Patrus e Simões contra Patrus.

É o dobro dos cenários testados em julho, quando a pesquisa mediu apenas três combinações, todas com Cleitinho enfrentando um rival.

Os candidatos já expõem essas diferenças fora dos números. No primeiro debate, divergiram sobre transporte e saúde na Grande BH, temas que devem seguir na pauta até outubro.

A pesquisa não fica só no Executivo estadual. O questionário também testa a disputa pelas duas vagas de Minas no Senado, com 17 nomes, entre eles Marcelo Aro (PP), Domingos Sávio (PL), Carlos Viana (PSD), Áurea Carolina (PSOL) e Marília Campos (PT).

A pesquisa ainda traz dois cenários para a Presidência da República.

As candidaturas ainda passam pela análise da Justiça Eleitoral, que tem até 14 de setembro para julgar os 1.810 registros no estado. O número soma todos os cargos em disputa, não só o de governador.

A pesquisa anterior da série, a Genial/Quaest (registro TSE MG-03490/2026), ouviu 1.482 eleitores entre 22 e 26 de julho, com margem de 3 pontos percentuais e 95% de confiança.

Ela apontava Cleitinho na liderança com 35% das intenções de voto, seguido por Kalil (12%), Patrus (10%) e Simões (6%), com 15% de eleitores ainda indecisos.

Os novos números, com o campo de candidaturas já fechado pelo TSE, saem só na semana que vem.

O que muda com 11 nomes na disputa

Minas Gerais nunca teve tantos candidatos ao governo desde que a eleição direta ao cargo começou, em 1947. A pesquisa que chega em 25 de agosto testa o dobro dos cenários de segundo turno que a rodada de julho apresentou.

Para o eleitor, o efeito prático é menos previsibilidade sobre um confronto único e mais informação sobre o mapa inteiro da disputa.